Radares no Satélite Íris e no Ouro Verde registram 5,2 mil irregularidades em um mês

Os radares instalados no Satélite Íris e no Ouro Verde registraram 5.187 irregularidades no primeiro mês após a ativação, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Os equipamentos começaram a operar em 20 de agosto, em dois pontos da avenida John Boyd Dunlop e em outros dois da avenida Ruy Rodriguez.

Do total de registros, 4 mil envolveram circulação acima da velocidade permitida, de 50 km/h. Além disso, os equipamentos flagraram 1,1 mil casos de avanço do sinal vermelho e 20 paradas sobre a faixa. A Emdec informou que os dados ainda não foram convertidos em multas, porque os casos passam por prazo de recurso ou por cancelamento em situações como placas ilegíveis ou ocultas.

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  • Radares em quatro pontos concentram excesso de velocidade

    Entre as irregularidades, a Emdec identificou motociclistas circulando entre 80 km/h e 119 km/h na avenida John Boyd Dunlop. A autarquia também registrou manobras de “mão na placa”, quando condutores tentam ocultar a identificação do veículo. Segundo o órgão, essa prática coloca em risco a vida de quem pilota e pode resultar em sinistros.

    Confira os registros por ponto: na av. John Boyd Dunlop, anterior ao Terminal BRT Satélite Íris, houve 1.325 irregularidades, sendo 978 por velocidade e 347 por avanço de sinal vermelho. Já no trecho próximo ao terminal, o radar somou 1.844 ocorrências, com 1.798 por velocidade e 46 por avanço de sinal vermelho.

    Na av. Ruy Rodriguez com rua Plácido Soave, próximo aos terminais Ouro Verde, o equipamento contabilizou 506 irregularidades: 299 por velocidade, 187 por avanço de sinal vermelho e 20 por parada sobre a faixa. No outro ponto da mesma avenida, o radar registrou 1.512 ocorrências, com 988 por velocidade e 524 por avanço de sinal vermelho.

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    Nos dois sentidos da avenida Ruy Rodriguez, a soma passou de 1 milhão de passagens de veículos em agosto, o equivalente a 34,5 mil por dia. No trecho da John Boyd Dunlop, sentido Centro-bairro, foram 642 mil passagens no mesmo período, ou 20,7 mil por dia.

    Entre 2023 e 2026, a Emdec contabilizou 92 acidentes nesses locais. Além do histórico de sinistros, a escolha dos pontos considerou a proximidade dos terminais BRT Satélite Íris e Ouro Verde, que concentra travessias regulares de usuários do transporte coletivo.

    Em 15 de setembro, Campinas ativou mais seis pontos de fiscalização eletrônica nos corredores Campo Grande, Ouro Verde e no Centro. Desde então, esses equipamentos somaram mais de 11,3 mil registros de irregularidades ainda sem conversão em multas.

    Ao todo, o número de pontos de fiscalização eletrônica passou de 144 para 154 na cidade. Atualmente, Campinas tem 86 equipamentos em semáforos e 68 fixos. A Emdec também informou que o estudo sobre os radares apontou redução de 77,8% nas mortes nos pontos analisados: foram nove sinistros fatais antes da instalação e dois depois.

    Outro levantamento da autarquia mostra que a maioria dos motoristas respeita as regras. Até agosto deste ano, entre 628,3 milhões de passagens de veículos pelos radares, houve 375,6 mil multas eletrônicas, o que equivale a 0,06% de condutores infratores.

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