Tarifa zero e subsídios ampliam debate sobre qualidade do transporte público

No Dia Mundial das Cidades, o avanço da tarifa zero e dos subsídios públicos ao transporte coletivo reacende o debate sobre a qualidade do serviço no país. A avaliação consta em material divulgado pela Empresa 1, que relaciona o aumento dos aportes públicos à necessidade de maior fiscalização por parte das prefeituras.

Segundo o Anuário NTU 2025–2026, o número de municípios que destinam recursos ao custeio do transporte passou de 2, em 2019, para 294 em junho de 2026. Além disso, uma proposta federal de emenda à Constituição pode viabilizar a gratuidade aos fins de semana e feriados em todo o Brasil, com previsão de cerca de R$ 12 bilhões para 2027.

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  • Tarifa zero amplia a cobrança por gestão e qualidade

    Para João Valle, diretor da Empresa 1, a ampliação do financiamento público exige uma atuação mais direta das prefeituras. “Quando há dinheiro público no custeio, a prefeitura precisa participar diretamente da gestão do transporte. Isso significa estabelecer metas, acompanhar a operação e cobrar das empresas uma frota compatível com a demanda, o cumprimento de horários e condições adequadas de conforto para quem utiliza o serviço”, afirma.

    Na avaliação da empresa, o pagamento do serviço deixa de depender exclusivamente da tarifa paga pelo passageiro quando o poder público entra com mais recursos. Por isso, o debate passa a incluir não apenas a gratuidade, mas também a responsabilidade de medir resultados e garantir padrões mínimos de atendimento.

    Tecnologia entra na rotina de bilhetagem e atendimento

    O CEO da Empresa 1, Ricardo Gonçalves, defende que a tecnologia ajuda a melhorar a operação e a experiência do usuário. Em Florianópolis, por exemplo, o recadastramento de estudantes para a tarifa reduzida passou a ocorrer por aplicativo, sem necessidade de ida presencial aos postos de atendimento. Hoje, segundo a empresa, 80% dos estudantes fazem todo o processo on-line.

    Ricardo também destaca o uso de PIX nos validadores dos ônibus da capital catarinense. “Em Floripa, não é mais preciso usar dinheiro em espécie nem mesmo o cartão de transporte para embarcar nos ônibus. Isso facilita demais o uso do sistema por passageiros ocasionais e turistas, além dos próprios moradores, que podem, um dia, esquecer o cartão em casa”, comenta.

    Outro exemplo citado é a integração do WhatsApp ao serviço de transporte em municípios como Guarulhos (SP), Sorocaba (SP) e São José dos Pinhais (PR). Em parceria com a startup VaideBus, a Empresa 1 permite a recarga de créditos diretamente pelo aplicativo de mensagens, com pagamento via PIX dentro da conversa. Segundo a startup, 92% dos usuários que iniciam o processo concluem a recarga em cerca de um minuto.

    A Empresa 1 afirma que atua em mais de 150 cidades, gerencia 90 datacenters e mantém 18 milhões de cartões inteligentes em uso. A companhia também informa que realiza 20 milhões de certificações de crédito diariamente e gera 218 milhões de imagens biométricas por mês.

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