A Black Friday e Natal 2026 vão exigir uma operação maior da DHL Supply Chain no Brasil. A empresa projeta movimentar mais de 37 milhões de unidades no e-commerce durante a Peak Season, volume 19% acima de um mês convencional, e combina tecnologia, planejamento e reforço de equipe para sustentar a demanda.
Segundo a companhia, a preparação envolve mais de 20 operações de e-commerce em diferentes setores, como marketplaces, eletroeletrônicos, beauty, alimentos, moda e artigos esportivos. Além disso, a DHL integra armazenagem e transporte para absorver o aumento dos pedidos e apoiar os clientes no cumprimento dos prazos de entrega.
Tecnologia e equipe ampliam a capacidade nas operações
A DHL prevê também um aumento de cerca de 38% nas contratações temporárias para o período de pico, o que representa mais 2.600 profissionais nas operações. A medida busca equilibrar as etapas operacionais e reduzir o risco de acúmulo de pedidos nos momentos de maior movimentação.
“O desempenho nos períodos de pico depende da coordenação entre equipes, tecnologia e transporte. Nosso planejamento busca antecipar gargalos e direcionar os recursos para as etapas que exigem maior capacidade, dando aos clientes mais previsibilidade para atender à demanda”, afirma Solon Barrios, vice-presidente de Retail e E-commerce da DHL Supply Chain.
Entre os recursos em implantação estão robôs de apoio à separação de pedidos e a tecnologia OCR (Optical Character Recognition). Os robôs ajudam os operadores a reduzir deslocamentos dentro dos armazéns e a aumentar a produtividade. Já o OCR captura a imagem da etiqueta de cada pacote, extrai dados como CEP, número do pedido e transportadora e envia essas informações em tempo real ao sistema de gestão de armazém.
Novos modelos logísticos dão suporte ao e-commerce
A empresa informou que o DHL Fulfillment Network conta com cinco centros de distribuição no Brasil, localizados em Cajamar (SP), Jandira (SP), Brasília (DF), Serra (ES) e Extrema (MG). As unidades somam mais de 35 mil m², o que representa crescimento de 67% na área de armazenagem em relação a 2025.
Com esse modelo, a DHL oferece aos varejistas gestão de pedidos, integração com marketplaces, armazenagem, preparação, expedição, transporte e distribuição nacional. A companhia afirma que a estrutura permite escalar as operações sem necessidade de investimentos próprios em infraestrutura e transforma custos fixos em variáveis.
Outro recurso citado é o Last Mile Orchestration, que reúne transportadoras, rotas e canais de entrega em uma única torre de controle. A plataforma ajuda a selecionar o prestador de transporte mais adequado para cada operação com base em critérios como custo, desempenho, prazo, capacidade e localização.
“A Black Friday e o Natal representam uma oportunidade de conquistar clientes e fortalecer a relação com quem já compra da marca. Para aproveitar esse potencial, o varejista precisa sustentar a promessa comercial com uma execução consistente. A logística contribui para transformar o esforço de vendas em uma experiência que gere confiança e favoreça novas compras”, conclui Barrios.
De acordo com a DHL, digitalização, inteligência artificial e automação devem reforçar a produtividade e a resiliência das cadeias de suprimentos durante a temporada de alta demanda.