O maior ganho por corrida é o principal critério na escolha da plataforma por motoristas e entregadores de aplicativo, segundo levantamento da GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação. A pesquisa mostra que 62,7% dos entrevistados priorizam esse fator, enquanto a menor taxa cobrada pelo aplicativo aparece bem atrás, com 7,4% das respostas.
Renda líquida pesa mais do que a taxa cobrada
O estudo, intitulado “Entre taxas e previsibilidade: profissionais de aplicativos opinaram sobre novos modelos de trabalho”, indica que os trabalhadores avaliam as plataformas de forma essencialmente econômica. Depois do maior ganho por corrida, a flexibilidade de horários aparece em segundo lugar, com 13,6%, seguida pelo maior volume de chamadas, com 10,4%. Segurança e suporte somam 3,2%.
Os resultados sugerem que, na prática, o que mais importa é quanto sobra ao fim do dia. Assim, a pesquisa aponta uma diferença entre o discurso sobre taxas e a percepção de renda efetiva. “Existe uma diferença importante entre taxa e renda. O trabalhador pode aceitar pagar uma comissão maior se, no fim da operação, ganhar mais. É esse pragmatismo que aparece na pesquisa”, diz Luiz Gustavo Neves, CEO e co-fundador da GigU.
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Custos crescentes reforçam a busca por resultado
O levantamento relaciona essa preferência ao aumento de custos para quem depende dos aplicativos como fonte de renda. Combustível, manutenção, financiamento, aluguel de veículos e depreciação passaram a consumir uma parcela maior dos ganhos nos últimos anos. Além disso, a GigU destaca que a renda segue pressionada em um mercado que reúne mais de 2 milhões de trabalhadores no Brasil, segundo o IBGE, embora alguns estudos indiquem mais de 4 milhões, a depender da metodologia utilizada.
A GigU, criada em 2017 e antes chamada StopClub, atua com ferramentas para aumentar a lucratividade e a segurança de motoristas e entregadores. Atualmente, a empresa afirma reunir mais de 250 mil usuários em sua comunidade.