A produção nacional da BYD deu mais um passo em Camaçari (BA), onde o complexo industrial da marca completa um ano de operação com a finalização das obras civis e os testes operacionais avançados nos novos galpões de soldagem e pintura. Além disso, a empresa informou que já contratou mais de 1.100 profissionais para atuar nas novas estruturas, todos em treinamento para as primeiras equipes dedicadas às operações.
Segundo a BYD, esse avanço marca uma etapa essencial da transição do complexo para uma operação cada vez mais nacionalizada. A companhia afirma que o movimento reforça seu compromisso de longo prazo com o Brasil e com o desenvolvimento da indústria nacional.
BYD acelera a produção nacional em Camaçari
Em declaração divulgada pela empresa, o vice-presidente sênior da BYD do Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto do Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que as projeções iniciais sobre a atuação da marca no país estavam erradas. “O mercado tradicional dizia que a BYD no Brasil seria apenas uma montadora de peças importadas e que a eletrificação demoraria décadas para virar realidade em escala nacional. Estavam completamente enganados. Em apenas um ano de Camaçari, não só colocamos mais de 130 mil carros nas ruas e geramos mais de 9 mil empregos diretos, como já estamos em ritmo avançado de testes nos galpões de soldagem e pintura, com equipes 100% dedicadas já sendo treinadas para garantir a plena operação dessas estruturas”, disse.
De acordo com a empresa, o ritmo de montagem dos galpões entrou na fase final de testes operacionais, ao mesmo tempo em que avançam as obras do galpão de estamparia. A BYD afirma que essa nova estrutura completará a base fabril necessária para a produção nacionalizada e já se encontra em estágio bastante avançado de construção. Com isso, a montadora diz se aproximar da meta de nacionalizar sua produção industrial no Brasil até o início de 2027.
Baldy também informou que a empresa pretende contratar mais 500 colaboradores diretos até o fim de 2026. “Até o final de 2026, vamos realizar a contratação adicional de mais 500 colaboradores diretos que serão incorporados aos times de produção das fábricas de soldagem, estamparia e pintura. Esse contingente se juntará aos profissionais já contratados e nos possibilitará iniciar o ano de 2027 em transição acelerada para a etapa de produção nacional. Nossa meta, que antes parecia muito ousada, está muito próxima de ser entregue”, afirmou.
Empregos, capacidade e expansão do complexo
O complexo industrial da BYD em Camaçari já reúne 9 mil funcionários diretos, segundo a empresa, que afirma ocupar a posição de segundo maior empregador do setor industrial da Bahia. Do total, 90% são baianos e a maioria é de Camaçari.
A BYD também informou que a produção do complexo começou em outubro de 2026 com um único turno, avançou para o segundo turno no primeiro trimestre deste ano e agora entra na fase de mobilização para o terceiro turno, ainda em 2026. A meta é encerrar o ano com pelo menos 10 mil colaboradores diretos. No total, o projeto prevê até 20 mil empregos diretos e indiretos quando estiver em plena operação.
Na avaliação da empresa, essa trajetória de expansão acompanha o ritmo das contratações desde a inauguração. A companhia afirma que levou 60 dias para chegar aos primeiros mil colaboradores diretos, triplicou esse número seis meses depois, alcançou 5,5 mil trabalhadores com 250 dias de operação e chegou, no aniversário de um ano, à marca de 9 mil postos de trabalho.
Em relação à capacidade produtiva, a BYD informou que a planta baiana produz atualmente os modelos Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2. A capacidade anual é de 150 mil veículos, mas a empresa projeta ampliar esse volume para 300 mil. No longo prazo, a meta apresentada pelo CEO global da BYD, Wang Chuanfu, durante a inauguração da fábrica, é alcançar 600 mil carros por ano, tanto para atender o mercado nacional quanto para exportação.
A fábrica de Camaçari ocupa 4,65 milhões de metros quadrados, o equivalente a 645 campos de futebol, e representa o maior complexo industrial da companhia fora da China. O investimento no projeto soma R$ 5,5 bilhões, com expectativa de geração de 20 mil empregos diretos e indiretos.