No Dia do Aviador, a LATAM Airlines Brasil destacou histórias de pioneirismo que ajudam a ilustrar a evolução da aviação de passageiros e cargas. Neste ano, em que o voo do 14-Bis completa 120 anos, a companhia ressaltou as trajetórias das comandantes Claudine Melnik e Juliana Alba, que representam diferentes gerações e áreas da profissão.
Claudine, de 57 anos, marcou a aviação comercial de passageiros. Já Juliana, de 34, atua na operação cargueira da empresa. Embora sigam caminhos distintos, as duas compartilham a dedicação à segurança, ao aprendizado contínuo e ao trabalho em equipe.
“As trajetórias de Claudine e Juliana são marcantes e ajudam a representar a diversidade da aviação. Ao lado delas, há inúmeros aviadores da LATAM que, todos os dias, colocam preparo técnico, responsabilidade e trabalho em equipe a serviço de uma operação segura. São histórias diferentes, mas que compartilham o mesmo compromisso com a profissão e com as pessoas que voam conosco”, afirma Harley Meneses, diretor de Operações da LATAM Brasil.
Claudine Melnik e três décadas de pioneirismo
Natural de Curitiba (PR), Claudine Melnik acumula 33 anos de carreira na TAM/LATAM. Em dezembro de 1992, já habilitada como pilota, ela ingressou na companhia como comissária de voo. Dois anos depois, passou a atuar como copilota do Caravan C208 e, em 1995, tornou-se a primeira mulher comandante da companhia e do Brasil.
Sua trajetória acompanhou a modernização da aviação comercial. Em 1998, Claudine integrou a primeira turma de pilotos do Airbus A330 da TAM, voltada às operações internacionais. Em 2001, ela se tornou a primeira mulher a comandar um jato da companhia, o Fokker 100. Depois disso, também atuou como instrutora e avaliadora de aeronaves da família Airbus e, em 2008, passou a comandar voos internacionais no A330.
Outro marco veio em 2016, quando ela se tornou a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350. Atualmente, Claudine opera aeronaves Boeing 777 e 787.
Ao longo dessas três décadas, a comandante acompanhou avanços tecnológicos que transformaram a navegação, a automação e o planejamento dos voos. Para ela, porém, a experiência humana, a comunicação e a capacidade de tomar decisões continuam fundamentais para uma operação segura.
“Depois de tantos anos na aviação, estar no cockpit representa uma história de aprendizado, superação e transformação. O comando de uma aeronave não é um símbolo de poder pessoal, mas um compromisso com a segurança, com a equipe e com as pessoas que confiam em nosso trabalho”, afirma Claudine.
Na aviação cargueira, cada voo exige preparo específico
Para Juliana Alba, a aviação faz parte da história da família. Nascida em São Paulo, ela cresceu acompanhando a carreira do pai, Arnaldo Alba, também comandante da LATAM Cargo. Aos 19 anos, depois de estudar e trabalhar nas áreas de Comércio Exterior e Administração, decidiu seguir o mesmo caminho. Ela conquistou suas licenças, tornou-se instrutora de voo e ingressou na LATAM diretamente na operação cargueira, tornando-se a primeira mulher, em 15 anos, a assumir o comando de uma aeronave de carga da companhia.
Na rotina de Juliana, cada operação exige planejamento e atenção às características da carga transportada. Medicamentos e frutas, por exemplo, podem demandar controle rigoroso de temperatura para preservar suas condições até o destino. Além disso, operações em aeroportos com condições geográficas ou operacionais mais complexas exigem preparação e treinamentos específicos.
Entre as experiências mais marcantes de sua carreira, ela cita um voo dedicado exclusivamente ao transporte de cavalos. A operação mostra a diversidade de produtos e animais transportados pela aviação cargueira e reforça a importância de cuidados específicos para garantir a segurança durante o trajeto.
“Na aviação cargueira, precisamos estar sempre preparadas para mudanças. A responsabilidade é grande, principalmente pelas características das cargas que transportamos e pelas particularidades de algumas operações. É um trabalho que exige muita atenção e conhecimento”, conta Juliana.
Apesar das diferenças entre suas trajetórias, Claudine e Juliana enfrentam o desafio de construir carreira em uma profissão historicamente ocupada por homens. Para ambas, ampliar a presença feminina nos cockpits também significa criar referências para que novas gerações enxerguem a aviação como uma possibilidade profissional.
Claudine acredita que sua trajetória ajuda a demonstrar que competência técnica, liderança e capacidade de decisão não dependem de gênero. Juliana, por sua vez, espera que mais mulheres tenham acesso às oportunidades de formação e crescimento na aviação cargueira.
Atualmente, a LATAM Airlines Brasil conta com 94 pilotas, que representam 4,1% de seus 2.287 tripulantes técnicos. O percentual fica ligeiramente acima da média global de 4%, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
Para ampliar a participação feminina no setor, a companhia desenvolve iniciativas de atração e formação profissional, com vagas afirmativas, mentorias e parcerias com instituições de ensino. Entre elas está o Proa Direta, projeto que aproxima pilotos da LATAM de pessoas interessadas em seguir carreira na aviação e que já realizou dez edições desde 2025. Outra iniciativa é a Escola LATAM de Mecânicos, criada no mesmo ano, que conta com mais de 30% de mulheres entre seus bolsistas.
As histórias de Claudine e Juliana mostram que, independentemente da geração ou do tipo de operação, a profissão exige preparo, responsabilidade e colaboração. Além disso, reforçam a importância de ampliar o acesso às carreiras da aviação, formando profissionais que ajudam a conectar pessoas, transportar produtos essenciais e contribuir para o desenvolvimento do setor.