O avanço do Free Flow está obrigando empresas com frotas a reorganizar o pagamento de pedágios e a rotina de controle financeiro. Como o sistema registra a passagem eletronicamente e permite a quitação posterior, transportadoras e gestores precisam acompanhar com mais atenção os trajetos, os valores cobrados e os prazos de cada veículo.
Além disso, a centralização dessas despesas ganha importância dentro da operação das empresas. O Pedágio Eletrônico passou a oferecer recarga da carteira digital por boleto bancário, além de Pix e cartão, o que facilita a inclusão dos pedágios nos processos de contas a pagar e de conciliação financeira.
Controle financeiro ganha peso com a expansão do Free Flow
A expansão do Free Flow, sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, altera a rotina de empresas que administram veículos em diferentes rodovias. Diferentemente das praças tradicionais, o modelo identifica a placa e registra a circulação para cobrança posterior. Por isso, as empresas precisam monitorar com rigor os trajetos, os valores e os prazos de pagamento.
A gestão se torna ainda mais complexa quando diferentes motoristas usam rodovias com cobrança eletrônica ao longo do dia. Nesse cenário, a empresa precisa organizar autorizações, prestação de contas e conciliação bancária. Sem esse acompanhamento, tarifas podem permanecer pendentes mesmo após o fim das viagens.
“Em empresa, o pagamento de fornecedor passa pelo financeiro, com boleto, aprovação e conciliação. Até agora, o gestor de frota precisava de um cartão corporativo ou de um Pix avulso para pagar pedágio. Com o boleto, a recarga entra na rotina do contas a pagar e o saldo fica disponível para todos os veículos”, afirma Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico.
Boleto e carteira digital ajudam a centralizar despesas
Segundo a plataforma, a recarga antecipada de carteiras digitais surge como uma alternativa para reservar recursos destinados às passagens de veículos cadastrados. Assim, a empresa reduz a dependência de pagamentos individuais após cada deslocamento e integra o processo ao fluxo financeiro tradicional.
O Pedágio Eletrônico, plataforma de consulta e pagamento de passagens por placa, passou a disponibilizar boleto bancário para recarga da carteira digital usada por frotas e empresas. A modalidade se soma ao Pix e ao cartão e permite que os valores sejam processados pelos mesmos departamentos responsáveis por fornecedores e outras despesas operacionais.
No entanto, o planejamento continua essencial. No caso do boleto, o saldo só fica disponível após a compensação bancária, o que exige atenção das equipes financeiras. Quando a tarifa não é paga dentro do prazo aplicável, a situação pode caracterizar evasão de pedágio, infração sujeita a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Segundo levantamento do Pedágio Eletrônico, o Brasil já conta com 73 pórticos de Free Flow mapeados pela plataforma. Na carteira digital do serviço, o saldo abastecido por boleto, Pix ou cartão pode ser usado para quitar passagens de placas cadastradas nas rodovias integradas, embora a consulta e o pagamento não cubram necessariamente todos os pórticos mapeados.