No feriado de 7 de Setembro, a velocidade na estrada ganha destaque como fator de risco, especialmente quando motoristas tentam compensar atrasos e “ganhar tempo” no trajeto.
Segundo o material enviado pela Autonomoz, acelerar poupa pouco tempo em uma viagem de 200 quilômetros, mas aumenta de forma significativa a chance de acidentes graves. Em um percurso hipotético de 200 km, rodar a 100 km/h leva duas horas; a 120 km/h, o tempo cai para cerca de 1 hora e 40 minutos – uma diferença de apenas 20 minutos. Na prática, pedágios, trânsito, trechos urbanos e reduções de velocidade tendem a reduzir ainda mais essa economia.
“O motorista muitas vezes pensa na velocidade como uma forma de recuperar o tempo perdido, mas uma viagem não acontece em condições ideais e constantes. Aumentar a velocidade em determinados trechos dificilmente vai compensar um congestionamento ou uma saída atrasada. O mais seguro é aceitar que o horário de chegada pode mudar”, explica Ariane Monaro, diretora da Autonomoz.
A OPAS/Organização Mundial da Saúde informa que um aumento de 1% na velocidade média está associado a um crescimento de 4% no risco de acidente fatal e de 3% no risco de acidente grave. A entidade também aponta que velocidades maiores ampliam tanto a probabilidade de colisão quanto a gravidade das consequências.
Planejamento ajuda a reduzir a pressão no trajeto
Além do excesso de velocidade, a pressa pode provocar ultrapassagens forçadas, menor distância do veículo à frente, trocas frequentes de faixa e redução ou eliminação das pausas para descanso. Ariane reforça que a viagem segura começa antes de o carro entrar na estrada.
“Uma viagem segura começa antes de o veículo entrar na estrada. Planejar o horário de saída, conhecer o percurso, prever pausas e considerar possíveis atrasos diminui a pressão sobre o motorista”, afirma.
Para o feriado, a diretora da Autonomoz recomenda não transformar o horário de chegada em uma meta, planejar a viagem antes da saída, manter distância do veículo à frente e não tentar compensar congestionamentos acelerando depois.
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Velocidade, pausa e atenção exigem mais cuidado no feriado de 7 de Setembro
O alerta também inclui a necessidade de pausas em trajetos mais longos e atenção aos sinais de cansaço, como sonolência, dificuldade de concentração, bocejos frequentes e sensação de “piloto automático”. Nesses casos, a recomendação é interromper o trajeto em local seguro e descansar.
Outro ponto é evitar distrações, mesmo em congestionamentos. Celular, mensagens e ajustes no aplicativo de navegação desviam a atenção do trânsito. Quando for necessário alterar rota ou consultar informações que exijam interação com o aparelho, o ideal é contar com um passageiro ou parar o veículo em local seguro.
Por fim, a Autonomoz orienta que a tecnologia sirva para planejar, e não para pressionar. Aplicativos ajudam a identificar congestionamentos, bloqueios e rotas alternativas, mas não devem estimular uma corrida contra o horário previsto de chegada.
A Autonomoz atua no setor de mobilidade corporativa e transporte de colaboradores, com presença em mais de 175 cidades brasileiras e cerca de 900 motoristas parceiros.
