Coronavírus: Bruno Covas diz que bloqueios de avenidas não funcionou

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, dia 6 de maio de 2020, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas disse que os bloqueios de avenidas na cidade não deram certo.

Na segunda-feira, dia 5 de maio e na terça-feira, dia 6 de maio, a Prefeitura de São Paulo tentou a estratégia de bloquear algumas vias importantes de São Paulo para tentar desestimular motoristas a saírem de casa.

O aumento do congestionamento e as dezenas de reclamações de profissionais da área da saúde que não conseguiram passar pelos bloqueios fizeram a Prefeitura de São Paulo recuar e suspender a medida.

O Ministério Público do Estado de São Paulo chegou a cobrar explicações sobre a efetividade das interdições. Os chamados bloqueios educativos serão mantidos.

Diferente do que aconteceu na terça-feira, os veículos não serão impedidos de circular por algumas avenidas.

Apenas serão feitos afunilamentos no trânsito para permitir que profissionais de saúde se aproximem dos motoristas para entregar folhetos com orientações sobre a Covid-19.

O prefeito afirmou, no entanto, que a ideia de restringir a circulação continua e a Prefeitura de São Paulo já estuda novas medidas que devem ser anunciadas ainda nessa semana.

Por enquanto, apenas a Rua 25 de março está fechada para carros para evitar a ação de vendedores ambulantes.

Lockdown

Bruno Covas disse que não está descartado um lockdown (fechamento total das atividades) na cidade, mas que essa seria uma das últimas alternativas, observando as orientações da Secretaria Municipal da Saúde.

“A prefeitura tem várias opções e a intenção não é impedir as atividades ainda mais. Os bloqueios não deram certo. Novas medidas devem ser anunciadas e o isolamento é um pedido da equipe. O lockdown também está ente estas opções”, disse o prefeito, ao se referir sobre o crescimento dos casos e mortes de Covid-19.

“Quem está travando e atrapalhando trânsito na cidade são aqueles que não entenderam o recado. Eles que estão gerando congestionamento. Se estivessem na rua somente os essenciais, não haveria nenhum problema desse tipo. As pessoas ajudam os profissionais de saúde ficando em casa”, disse o prefeito.