Trabalhos em viaduto na região da Marginal Pinheiros são intensificados

Após término da instalação das estacas de apoio para sustentação hidráulica, começa a ser feito o pilar de apoio para aliviar 200 toneladas da estrutura danificada

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recuperação do viaduto
Foto: Heloísa Ballarini/Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo segue trabalhando, diariamente, para solucionar os transtornos causados à população com o rompimento da estrutura de um viaduto na região da Marginal Pinheiros, próximo ao Parque Villa Lobos, na madrugada de quinta-feira, dia 15 de novembro.

Após nova reunião de avaliação da estrutura, ficou decidido que será feito um pilar de apoio para aliviar 200 toneladas do pilar original, no qual ocorreu o acidente. Somente após a estabilização completa da estrutura, será possível analisar as causas e definir o cronograma de recuperação do viaduto.

Nas primeiras horas do dia 15 de novembro, a Prefeitura de São Paulo considerou que vistorias visuais são ineficientes e determinou que fossem feitas vistorias completas e detalhadas em todos os 185 viadutos da capital paulista, para que a solução para as Obras de Arte (pontes e viadutos) seja definitiva.

Para dar celeridade a essa ação, a Prefeitura de São Paulo protocolou nesta sexta-feira um pedido para avaliação do Tribunal de Contas do Município de uma proposta de contratação em caráter emergencial de mão de obra especializada.

Também foi feita a contratação emergencial da empresa para as obras. O prazo legal para este tipo de contrato é de 180 dias. A obra, entretanto, ainda não tem previsão de término definido, podendo, inclusive, durar menos que seis meses.

Entenda o caso

Todas as ações de engenharia adotadas desde que o viaduto cedeu, na madrugada de quinta-feira, dia 15 de novembro, foram realizadas com o objetivo de preservar a estrutura da pista, já que sua recuperação é muito mais barata e rápida do que a hipótese de demolição e reconstrução.

A primeira medida tomada poucas horas após o acidente foi o escoramento de 120 metros dos 200 metros da estrutura que sofreu o colapso. Diariamente, um calculista analisa a movimentação da estrutura e orienta novos reforços no escoramento, trabalho que continua sendo realizado.

A queda brusca da temperatura durante a madrugada do dia 16 de novembro fez com que a estrutura se movimentasse além do previsto. Uma equipe de 75 operários correu contra o tempo para fazer o escoramento, concluído na segunda-feira, dia 19 de novembro. Este trabalho é monitorado 24 horas por engenheiros e técnicos.

viaduto que desabou
Foto: Heloísa Ballarini/Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo

No mesmo dia, também foi necessário suspender a circulação dos trens da Linha 9-Esmeralda da CPTM, que passa sob o viaduto, para garantir a segurança dos passageiros e reduzir a trepidação do solo durante a passagem das composições. Para atender à população, foi implantado o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência. Os trens voltaram a circular no domingo com velocidade reduzida, após a realização de testes de segurança.

No domingo, dia 18 de novembro, começou a instalação de 10 estacas que darão suporte para que os macacos hidráulicos possam levantar a pista do viaduto, aliviando o peso do pilar, que está sofrendo uma carga de 550 toneladas. Esta ação permitirá a estabilização da estrutura.

A última das 10 estacas foi colocada na tarde de quinta-feira, dia 22 de novembro, um dia antes do prazo previsto. Os engenheiros analisam qual o melhor macaco hidráulico a ser usado para suspender a estrutura.

Sobre o viaduto

O viaduto foi inaugurado em 1978, em uma obra feita pela extinta Fepasa, e gerenciada pelo Departamento de Estradas de Rodagem. O engenheiro Roberto Abreu Camargo, responsável pela obra, esteve no local do acidente, na terça-feira, dia 20 de novembro, e forneceu informações que eram até aquele momento desconhecidas pelos engenheiros.

Foi decidido pela realização da reconstituição (retroanálise) do projeto. Para auxiliar na retroanálise, os engenheiros realizam, ainda, o escaneamento digital do viaduto. O resultado será também usado para acompanhamento no momento do uso dos macacos hidráulicos.

Mobilidade Urbana

A Prefeitura de São Paulo realizou, em paralelo às ações da estrutura, uma série de intervenções na Marginal Pinheiros, para minimizar os danos e transtornos aos usuários do trânsito nas imediações do viaduto.

O Rodízio Municipal de Veículos foi liberado na Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, entre a Avenida dos Bandeirantes e a Ponte dos Remédios. A medida favorece motoristas que já estão saindo da área de vigência do rodízio, para que não sejam autuados, caso se vejam retidos numa eventual lentidão de tráfego.

Desde o dia 15 de novembro, a Marginal Pinheiros teve 20 km da pista expressa interditados, entre a Ponte Transamérica até a Ponte do Jaguaré. O bloqueio de toda a extensão da pista expressa da Marginal Pinheiros foi feito para evitar o que na Engenharia de Tráfego é conhecido como efeito funil, que ocasiona represamento de veículos quando existe apenas uma faixa de acesso para a pista local e não há opções de saída suficientes para o fluxo de carros.

Durante os primeiros dias desta semana, a pista expressa começou a ser liberada, com a abertura de mais um acesso para a pista local. Nesta sexta, dia 23 de novembro, foi liberado mais um trecho de 1,2 km. A interdição já caiu para 8,8 km, neste momento.

Para aliviar o tráfego em toda a região e diminuir a quantidade de caminhões naquele trecho da Marginal Pinheiros, durante o horário de pico da manhã, a Prefeitura de São Paulo se reuniu com os líderes da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo. O horário de abertura foi antecipado das 3h da madrugada para a meia-noite. Além disso, foram criadas novas opções de entradas para os veículos e implementada a circulação por mão dupla na rua lateral da central de abastecimento.

ceagesp zona oeste
Mapa: Divulgação/Companhia de Engenharia de Tráfego

Outra reunião extraordinária da Prefeitura de São Paulo foi com a coordenação do aplicativo SPTaxi, que determinou desconto de 40% nas tarifas para quem sair ou se dirigir à região afetada, com intuito de incentivar os cidadãos a deixar o carro em casa, optando por utilizar como transporte veículos que já estão na rua.

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