SPObras finaliza sistema de micro drenagem na Pompeia

Com a nova intervenção a região não registrou enchentes durante as fortes chuvas dos últimos dias

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Grelhas e canaletas que compõem o sistema de microdrenagem (Foto: SPObras)

O novo sistema de micro drenagem da Avenida Pompeia já está na fase de acabamento. São quatro novas galerias que funcionam como ramais e atravessam a Avenida Pompeia entre a Praça Raízes da Pompeia e o Shopping Bourbon, trecho que se estende entre a Avenida Francisco Matarazzo e a Rua Palestra Itália.

Os quatro ramais, que tem 1,60 m de largura, estão ligados a uma galeria com dois metros de largura por 2,60 de altura que direcionará a água coletada à nova supergaleria do Córrego Água Preta. Quem passa pela Avenida Pompeia já percebe a obra, pois passa sobre grelhas de ferro fundido, material que aguenta o impacto de veículos pesados de até 40 toneladas.

A implantação de um novo sistema de micro drenagem foi necessária para direcionar a água das chuvas para as novas supergalerias da região. É importante ressaltar que os sistemas de micro drenagem e as supergalerias possuem funções diferentes.

As supergalerias são complementares às existentes, uma vez que o diâmetro dessas já não suportava dar total vazão ao volume de água dos córregos Água Preta e Sumaré no período das cheias, o que acarretava enchentes na Zona Oeste da cidade. Tal situação vinha ocorrendo há quarenta anos. A vazão das galerias existentes é de 13 m³/s (Água Preta) e 24 m³/s (Sumaré).

Galeria do sistema de micro drenagem

Com as obras de drenagem que SPOBRAS ora finaliza, a vazão das novas galerias passa a ser de 31m³/seg (1 m³ corresponde a mil litros).

Por sua vez, o sistema de micro drenagem é fundamental para acabar de vez com a enchente na região, pois tem a função de levar toda água acumulada na superfície até às novas supergalerias, que desaguam no Rio Tietê.

Foram implantados dois sistemas de miro drenagem: o primeiro está localizado na região da Avenida Pompeia, e direciona a água da chuva diretamente para a nova galeria do Córrego Água Preta; o segundo sistema está na região da Praça Marrey Júnior, atrás do estádio do Palmeiras, e levará a água da chuva para a nova galeria do córrego Sumaré.

Poço já aterrado e prestes e ser tampado

O novo sistema recebe agora tratamento nas juntas e rejunte. Também está em execução a montagem das ferragens no trecho onde o sistema de micro drenagem se conecta à nova supergaleria do Córrego Água Preta, na Praça Raízes da Pompeia.

O poço de serviço, utilizado na escavação dos túneis e galerias e localizado no terreno da CET, será o primeiro a ser aterrado. Já foram executadas as paredes laterais e o aterramento, agora serão instaladas as tampas de concreto. Ao longo da supergaleria somente dois trechos permanecerão abertos, um deles próximo à Marginal Tietê e outro no enlace das galerias, trecho onde as duas supergalerias dos córregos Sumaré e Água Preta se encontram.

Operários trabalham no reforço dos trilhos da CPTM

Na supergaleria Sumaré teve início a execução das vigas direcionais entre os poços da Rua Gustav Willi Borghof e da Rua Auro Soares de Moura Andrade, próximo às chaminés. As vigas atravessam sob a linha da CPTM ligando os dois poços. Neste trecho continuam sendo executados os reforços dos trilhos da linha férrea, com a instalação de trilhos paralelos aos já existentes garantindo a segurança de passageiros dos trens e dos operários que trabalham na obra, caso haja movimentação durante a escavação.

O túnel que cruzará a linha da CPTM passa ao lado estádio do Palmeiras, na Rua Padre Antônio Tomás, cruza a Avenida Francisco Matarazzo, passa pela Casa das Caldeiras, cruza a linha férrea e continua do outro lado da linha pela Rua Gustav Willi Borghof. Entre a Casa das Caldeiras (Posso 7) e a Rua Gustav Willi Borghof (Posso 6) o túnel terá 75 metros de comprimento.

Esse trecho da obra foi o mais problemático, pois envolveu uma série de análise, cálculos e simulações dos técnicos e especialistas da SPOBRAS e da CPTM para garantir que o túnel não afetaria a linha férrea e nem colocaria em risco a funcionalidade dos trens.

Até a solução definitiva deste problema, a obra neste trecho foi paralisada, pois não havia como prossegui-la sem o aval técnico.

Superado o problema e tendo sido encontrada a solução segura, a obra neste túnel estará finalizada em outubro deste ano.

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