Número de multas cresce 35% com limite de velocidade para 50 km/h

Autuações por excesso de velocidade aumentaram acima da média das infrações (27%) no ano em que Fernando Haddad reduziu máxima

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Trânsito rodízio será suspenso acidentes no trânsito Rodízio municipal
Foto: Reprodução

As autuações de trânsito em São Paulo aumentaram 27,1% em 2015 em comparação com 2014. Uma das causas foi o crescimento de 35% das multas por excesso de velocidade no ano em que a gestão Fernando Haddad reduziu para 50 km/h o limite nas principais vias da cidade. Até novembro, das 11 milhões de infrações, um terço foi para motoristas que trafegaram acima da velocidade permitida.

Até novembro de 2015, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e os radares-pistola da Guarda Civil Metropolitana multaram 3,8 milhões de condutores em velocidades acima dos 20% permitidos na via, segundo o Painel da Mobilidade, lançado nesta quarta-feira, e que mostra o detalhamento das autuações entre 2013 e o ano passado. Ele revela ainda no mapa da cidade os 923 locais onde há radares.

De acordo com Fernando Haddad, a divulgação dos dados é uma forma de deixar “transparente” a fiscalização feita na capital paulista. Durante o lançamento, ele e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, voltaram a afirmar que “não existe indústria da multa, mas da morte”, relacionando o desrespeito à lei por parte de motoristas e motociclistas ao número de mortos e feridos no trânsito da cidade.

“A arrecadação de multa é irrelevante em termos de orçamento. Os prejuízos materiais, de saúde, de previdência pública associados ao trânsito são um múltiplo do que se pode arrecadar com multa”, disse o prefeito. No novo portal, a população pode saber quantas irregularidades foram registradas em cada uma das vias onde há tanto equipamentos eletrônicos quanto as multas manuais feitas por marronzinhos, policiais militares, agentes da São Paulo Transporte (SPTrans) e guardas-civis metropolitanos.

Para Fernando Haddad e Jilmar Tatto, revelar a localização dos radares e divulgar os dados podem ter uma função pedagógica para que os condutores possam “se policiar em relação às leis de trânsito”.

* As informações são do jornal O Estado de São Paulo

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