Estação improvisada da CPTM completa cinco anos em Francisco Morato

Há 5 anos uma inauguração é motivo de lamentação para os quase 170 mil habitantes de Francisco Morato, uma das cidades mais dependentes do transporte sobre trilhos na região metropolitana de São Paulo.

Desde 7 de novembro de 2010, os moradores convivem com uma estação improvisada para acessar os trens da Linha 7-Rubi, no lugar da antiga estrutura que atendia à região.

Prometida há mais de 5 anos pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a construção da nova estação no centro está longe de ser realidade. O local foi apelidado pelos moradores de “estação de lata”. Usuários que vão ou voltam da Estação da Luz, em São Paulo, dividem a mesma plataforma com os que seguem viagem para Jundiaí.

Para acessar a plataforma ainda é preciso cruzar a linha do trem em uma passagem estreita ou enfrentar o caminho alternativo pelas escadarias.

Chama a atenção os “puxadinhos”, obras de acessibilidade feitas nos últimos anos que completam o cenário de improviso. A CPTM afirma que um problema judicial causou o atraso.

A estação antiga, que contava com mais plataformas, ainda existe, mas não é utilizada desde o fechamento para as obras da nova estrutura.

CPTM

Questionada, a CPTM informou que a obra foi paralisada em 2014 pela Justiça a pedido da empresa vencedora da licitação. “O processo judicial foi extinto somente em outubro deste ano com a rescisão do contrato com a Heleno & Fonseca”. Agora, a Companhia está elaborando o edital da nova licitação, com previsão de publicação no próximo ano. A CPTM diz lamentar os transtornos provocados pela discussão judicial.

“Para garantir o atendimento à população até que a nova estação seja entregue, a Companhia implantou uma estação provisória, com manutenção frequente, dotada de rampas de acesso para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida bem como de pessoal capacitado para orientar e auxiliar os usuários em sua locomoção”, diz a nota.

Fonte: Blog Mural

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