A mobilidade elétrica exige atenção às regras de circulação e às características de cada trajeto urbano, segundo orientação da YADEA. A fabricante alerta que, em grandes cidades brasileiras, ciclovias, ruas e avenidas seguem regulamentações diferentes, o que muda a escolha do veículo ideal para trabalho, estudo ou lazer.
A empresa afirma que a definição correta começa pela classificação legal do equipamento. Pela Resolução Contran nº 996/2023, os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos têm requisitos como potência nominal máxima de 1.000 W, velocidade máxima de fabricação de 32 km/h e limites dimensionais. Já ciclomotores e motocicletas pertencem a outras categorias, com exigências próprias. Por isso, a YADEA recomenda conferir a documentação da versão comercializada antes de presumir a categoria do veículo pela aparência.
Regras variam entre ciclovias e vias urbanas
A fabricante lembra que não existe uma regra única para ciclovias em todo o país. Em São Paulo, a Portaria SMT/SETRAM nº 23/2026, com alteração da Portaria nº 25/2026, define limites como até 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas na pista e até 6 km/h em espaços compartilhados com pedestres, quando a circulação for autorizada. No Rio de Janeiro, Curitiba e Vitória, as normas locais também estabelecem condições específicas para esses veículos.
“Uma velocidade máxima de fabricação de 32 km/h não significa que o usuário possa circular a 32 km/h em qualquer ciclovia. A regra muda conforme o município e a sinalização. Nosso papel é ajudar o consumidor a entender a categoria do equipamento e relacionar as características do produto ao trajeto que ele pretende fazer”, afirma He Dongsheng, gerente geral da YADEA no Brasil.
Quando o caminho inclui ruas e avenidas, a análise também depende da categoria do veículo e das características da via. Em São Paulo, a regulamentação prevê condições para autopropelidos conduzidos sentados em vias com limite regulamentado de até 50 km/h quando não há ciclovia ou ciclofaixa. Em Vitória, a norma prevê circulação em vias de até 40 km/h, com preferência pela infraestrutura cicloviária existente.
Yadea destaca critérios para cada perfil de uso
Para rotas com ciclovias, a empresa recomenda observar autonomia, praticidade de manobra e regras municipais. A GB60, por exemplo, oferece desbloqueio por NFC e autonomia anunciada de até 50 km. No deslocamento diário ao trabalho, bateria removível e espaço para objetos pessoais podem pesar mais na decisão, como nos modelos M6-H, com bateria removível e porta USB, e Owin, com localização por aplicativo e baú traseiro de 29 litros.
Em trajetos com subidas, pavimento irregular ou muitos quilômetros, a YADEA orienta considerar fatores como inclinação, peso transportado, condições do piso e forma de condução. A GFX6 traz recursos como controle de tração (TCS), controle de descida (HDC) e bateria removível, com autonomia divulgada de até 68 km, sempre sujeita às condições de uso.
Quando o percurso exige avenidas com velocidade acima da permitida para autopropelidos ou até rodovias, a empresa recomenda buscar uma rota alternativa legalmente autorizada. Se isso não for viável, a solução pode ser outra categoria de veículo. Nesse caso, a Keeness, motocicleta elétrica da YADEA, aparece como opção para trajetos urbanos mais longos e, onde permitido, rodoviários, com velocidade máxima anunciada de até 100 km/h e autonomia de até 129 km. O uso exige habilitação adequada, registro e licenciamento.
“A mobilidade elétrica oferece soluções para diferentes necessidades, mas não existe um único modelo que atenda a todos os perfis. Nosso objetivo é ajudar as pessoas a compreender as características de cada categoria e fazer escolhas mais conscientes, considerando praticidade, segurança e qualidade da experiência de deslocamento”, afirma Dongsheng.
Segundo a empresa, a decisão final deve considerar distância diária, terreno, conforto, capacidade de carga, facilidade de recarga e recursos tecnológicos. A YADEA diz que esses critérios ajudam a identificar o veículo mais adequado a cada rotina urbana.
No mercado brasileiro, a marca afirma que fortalece a montagem local e amplia sua presença. Com mais de 20 anos de experiência global, a Yadea diz ser, há nove anos consecutivos, a marca número 1 do mundo em vendas de veículos elétricos de duas rodas.