A JOFEGE finalizou a duplicação do trecho entre Guarantã e Pongaí na SP-333, beneficiando um importante corredor rodoviário do interior paulista. A obra foi concluída em tempo recorde para sua complexidade, ampliando a segurança e a fluidez do tráfego.
Detalhes da obra e sua importância
A duplicação abrange 28 quilômetros da rodovia, quatro novos dispositivos de acesso e 12 obras de arte especiais, incluindo viadutos e pontes. O projeto soma 40 quilômetros de extensão entre pistas duplicadas. A JOFEGE venceu a licitação da concessionária Entrevias para executar o lote dos quilômetros 245 ao 273, eixo estratégico que conecta cidades do interior paulista e integra o corredor logístico entre Cajuru e Tarumã.
Prazo recorde e desafios de execução
A ordem de serviço foi emitida em outubro de 2024, e a entrega ocorreu em apenas 20 meses, prazo considerado recorde para a dimensão da obra. A execução mobilizou até 1.200 profissionais simultaneamente, com média de 600 a 700 trabalhadores durante todo o projeto. A empresa enfrentou dificuldades para recrutar mão de obra qualificada, o que levou à contratação de uma empresa especializada em recrutamento e à manutenção de 97 casas alugadas para alojamento das equipes.
Segurança como prioridade
A JOFEGE adotou rigorosa política de segurança alinhada aos padrões internacionais do grupo VINCI Highways e à meta de acidente zero. A estrutura de segurança contou com engenheiro de segurança do trabalho, técnicos especializados, médica do trabalho, equipe de enfermagem e ambulatório próprio no canteiro. A obra foi concluída sem registro de acidentes graves.
Tecnologia e inovação
A empresa investiu em motoniveladoras com sistema de nivelamento por GPS, tecnologia pouco difundida no Brasil. Esse sistema conecta a máquina a uma base topográfica fixa e ao projeto 3D da rodovia, realizando correções automáticas em tempo real. Para superar desafios logísticos, a JOFEGE implantou usinas móveis de asfalto e concreto no local, produzindo cerca de 70 mil toneladas de asfalto e 20 mil metros cúbicos de concreto, com matéria-prima própria.
Engenharia de alta complexidade
Entre as obras especiais, destaca-se o viaduto do km 272, próximo a Guarantã, com 90 metros de extensão e geometria em curva. A estrutura foi moldada in loco com seção transversal do tipo “caixão perdido”, exigindo escoramento total até a concretagem. A execução durou sete meses. Também foi ampliada a ponte sobre o Rio Dourado, com 38 metros de extensão, além da implantação de nova estrutura paralela.
Com a entrega, a JOFEGE reforça sua posição entre as principais construtoras do país, evidenciando capacidade técnica, operacional e tecnológica para obras de grande porte em alta velocidade, mantendo padrões rigorosos de segurança e qualidade. O diretor do grupo, José Alves Barbosa Junior, destaca a preparação da empresa para atender obras complexas com estrutura própria e tecnologia embarcada.