A investigação da Uber pelo CADE avançou após a denúncia da startup brasileira GigU, que desenvolve uma ferramenta para calcular o ganho real de motoristas por corrida antes da aceitação. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica homologou, por unanimidade, o despacho que mantém o caso em análise e amplia o debate sobre transparência, autonomia dos trabalhadores e poder das plataformas digitais.
O plenário validou o Despacho Decisório 37 GAB1, no âmbito do processo nº 08700.009005/2024-06, em julgamento realizado em circuito deliberativo virtual e concluído em 20 de julho. O relator, conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes, teve seu voto acompanhado pelo presidente interino do CADE, Diogo Thomson de Andrade, e pelo conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, com adesão tácita da conselheira Camila Cabral Pires Alves.
Na prática, a decisão mantém aberta a apuração sobre possíveis efeitos concorrenciais das condutas atribuídas à Uber. Assim, o CADE sinaliza que seguirá examinando o caso sob a ótica da concorrência nos mercados digitais.
Como a investigação da Uber pelo CADE ganhou força
Em 2025, a Superintendência-Geral do órgão havia encerrado a investigação ao entender que não existiam elementos suficientes para caracterizar conduta anticoncorrencial da Uber. No entanto, o GigU recorreu e afirmou que a análise técnica inicial subestimou os efeitos das restrições impostas pela empresa a soluções externas. Com isso, o plenário reabriu a discussão.
Segundo a startup, a Uber teria adotado medidas para limitar o uso de ferramentas externas por motoristas, entre elas comunicados que mencionavam risco de desativação de contas por “atividade potencialmente fraudulenta” e ações judiciais para barrar funcionalidades específicas do aplicativo. Entre elas estão o Cálculo de Ganhos, que estima o retorno financeiro de cada corrida antes da aceitação, e a Recusa Automática, que filtra corridas conforme critérios definidos pelo próprio motorista.
O caso também chama atenção pelo tamanho do mercado. De acordo com dados mencionados pelo próprio CADE, a Uber concentra entre 60% e 70% do segmento de intermediação de corridas por aplicativo, considerando faturamento bruto e volume de viagens. O órgão ouviu ainda empresas como 99, InDriver, Garupa, Lady Driver, Wappa, Maxim e TeLevo durante a instrução.
O que está em disputa entre plataforma e motoristas
Para o GigU, o processo vai além da disputa jurídica com a Uber. A empresa defende que suas soluções aumentam a informação disponível aos motoristas e, consequentemente, fortalecem a autonomia desses trabalhadores na escolha das corridas. A startup sustenta, portanto, que o debate envolve concorrência, inovação e transparência nos mercados digitais.
“A decisão do CADE abre espaço para uma discussão fundamental sobre concorrência, inovação e transparência nos mercados digitais. O objetivo sempre foi contribuir para um ecossistema em que motoristas tenham mais informação e autonomia para tomar decisões. É fundamental equilibrar essa balança de poder entre plataformas e trabalhadores”, afirma Luiz Gustavo Neves, CEO e cofundador da plataforma.
Criada em 2017, a GigU, antes chamada StopClub, diz atuar para aumentar a lucratividade e a segurança de motoristas e entregadores de aplicativo por meio de ferramentas inteligentes. A empresa afirma reunir mais de 250 mil usuários e se apresenta como a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil.
Com a manutenção da investigação, o CADE passa a examinar com mais profundidade os limites do poder das plataformas que funcionam como infraestrutura de mercado. O desfecho do caso pode influenciar futuras disputas entre aplicativos e soluções de apoio criadas para motoristas e entregadores.
Percebi, um mecanismo da Uber, que , nas corridas ruins, ela encobre o cálculo de ganhos da Gigu. Com uma tarja preta bem larga. Que cobre mais de um terço da tela do celular, impedindo o motorista de ver o cálculo.
Certo seria 75% motorista 25% uber com km rodando a 2 reais na categoria X , pop
Na prática 50% motorista 50% uber
Algumas corridas 60% motorista 40% uber
Pura sacanagem das plataformas
Nos pagamos a gasolina, prestação a multa , óleo, pneu e ainda plataforma ficando com. 50% 40% da corrida
PURA SACANAGEM
Por isso q parei , isso é insustentável
Só nos leva entender que algum magistrado vendido proibiu a recusa automática.
É uma tortura a enxurrada de ofertas humilhantes que essas empresas mandam
Deve ser colocar tabela de valores para o motorista,fixo,e no máximo 5% de ganhos dos app,quem tem coragem de conseguir isso
Gigu e Similares só estão no embate a favor dos Motoras pq “persona não grata” libera acesso, acaba a briga.
Voltando ao tema Central, sempre as plataformas ludibriando os motoristas, cada momento criam um artifício que lhes favorece…se matem por centavos Xxcorridas pra ganhar Centavos, informam distância errada etc.
Motoristas mais experientes ou que sabem e percebem a fraude/maracutaia não aceita/recusa esses brindes de Gregos oferecidos…uma pena que tem poucas empresas sérias no Player/Parquinho/Jogo/Disputa Mercado.
Só uma pergunta, Pq a Uber nada quer que o motorista saiba quanto ele vai lucrar,se a corrida é lucrativa ou não. Pq os motoristas não podem saber essas informações? Por qual motivo?
É fácil saber, é só verificar a frota de carros toda sucateada. A conta não fecha, não se consegue ganhar para o sustento próprio e da ferramenta de trabalho, trazendo um risco muito alto de acidente por falta de não se conseguir fazer manutenção preventiva e nem corretiva.
Não vai dar em nada e os motoristas vão continuar com os ganhos defasados.
A GIGU é fundamental para nós motoristas de app acho que falo por muitos, pelo fato que por vezes a UBER ou a 99 tenta nos ludibriar com ganhos que só favorece a elas mesmo e não vê o motorista.
E tem a questão da segurança porque assim vendo rápido os gastos e se vale a pena não precisamos ficar olhando para o celular enquanto estamos dirigindo isso traz mais segurança e agilidade no nosso dia a dia