Deixar um carro parado por longos períodos pode acelerar o desgaste de vários componentes e comprometer a segurança, o desempenho e a vida útil do veículo, segundo orientação da Promax Bardahl. A falta de uso afeta bateria, pneus, fluidos, sistema de combustível e até partes internas do motor.
De acordo com Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da empresa, o funcionamento regular ajuda a preservar os sistemas mecânicos. “O motor e os demais componentes foram projetados para operar em movimento. Quando o veículo fica semanas ou meses parado, o óleo lubrificante pode se degradar e oxidar, perdendo parte da sua capacidade de proteção. Da mesma forma, os fluidos podem deixar de cumprir suas funções adequadamente, enquanto algumas peças ficam mais vulneráveis à corrosão e ao ressecamento no caso das mangueiras. Essa degradação ocorre mesmo sem o carro rodar”, explica.
O que a inatividade causa nos principais sistemas
Entre os itens mais afetados está a bateria, que sofre descarga natural mesmo com o veículo desligado. Em períodos prolongados de inatividade, a carga pode se esgotar completamente, o que reduz a vida útil ou até impede o funcionamento.
Os pneus também exigem atenção, já que permanecer apoiados na mesma posição por muito tempo pode provocar deformações e comprometer a estabilidade e a dirigibilidade.
No sistema de combustível, a gasolina pode oxidar com o tempo, favorecendo a formação de resíduos no tanque e nos bicos injetores. Segundo o especialista, esses depósitos comprometem a combustão e podem causar dificuldade na partida, perda de desempenho e aumento do consumo. No caso do etanol, também existe risco de corrosão em componentes do sistema.
Além disso, lubrificantes e fluidos se degradam mesmo quando o carro roda pouco. Por isso, a troca não deve considerar apenas a quilometragem, mas também o prazo em meses indicado no manual do proprietário. O óleo do motor, por exemplo, pode perder desempenho, absorver umidade, favorecer a formação de borra e aumentar o desgaste interno dos componentes. A mesma degradação pode ocorrer nos fluidos de arrefecimento, de freio e de transmissão.
Como reduzir os efeitos da falta de uso
Para minimizar os impactos da inatividade, a recomendação é colocar o veículo em funcionamento periodicamente. Ligar o motor e rodar alguns quilômetros ajuda a manter a bateria carregada, favorece a circulação dos lubrificantes e evita o ressecamento de componentes internos.
Antes de deixar o veículo parado por um período mais longo, também vale verificar os níveis do óleo lubrificante e dos fluidos. O uso de aditivos específicos para combustível, arrefecimento e sistema de lubrificação pode contribuir para preservar os componentes internos e reduzir a formação de depósitos, além de proteger peças metálicas contra corrosão e oxidação durante períodos de pouca utilização.
Arley também ressalta que, ao retomar o uso do automóvel após semanas ou meses de inatividade, uma revisão preventiva se torna indispensável. Conferir a carga da bateria, a calibragem e o estado dos pneus, os níveis dos fluidos e o funcionamento do sistema de freios ajuda a garantir que o veículo volte a circular com segurança, desempenho e confiabilidade.
Com mais de 70 anos de história no Brasil, a Promax Bardahl atua no desenvolvimento de aditivos, lubrificantes e soluções químicas para os setores automotivo, agrícola, industrial e de especialidades. A empresa fabrica e distribui os produtos Bardahl no país.