Colaboradora da CPTM cria grupo para fabricar e doar máscaras de acetato para hospitais

Em apoio ao projeto, CPTM transporta as máscaras de Mauá para a região central de São Paulo pelos trens da Linha 10-Turquesa

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Máscaras de acetato
Foto: Reprodução/TV Globo

Para ajudar no enfrentamento ao novo coronavírus, a colaboradora Sarah de Sá Fernandes, da Gerência Geral de Operação da CPTM, criou, com um grupo de amigos, um projeto para fabricar máscaras de acetato, que cobrem todo o rosto, para serem doadas a hospitais da região da Grande São Paulo. As máscaras são destinadas a enfermeiros, auxiliares de enfermagem e equipe de limpeza desses locais.

A ideia veio de iniciativa semelhante feita na Itália e a principal missão foi procurar por pessoas em São Paulo que possuem impressoras 3D para fabricar as máscaras de acetato. Assim, foi formado o grupo “Juntos pelo Bem” com os amigos Emerson e Carlos Amiante, empresários, Fernando Almeida, projetista e Sandro di Segni, empreendedor.

O grupo já doou 7 mil máscaras de acetato para instituições, entre elas Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), Santa Casa de Mauá e Hospital São Paulo.

As máscaras são produzidas em duas fábricas em Mauá (região do Grande ABC) e, para reduzir os custos e aumentar a produção e a distribuição para São Paulo, Sarah teve a ideia de pedir o apoio da CPTM para o transporte.

O gerente de operação, Vagner Rodrigues, não só gostou da iniciativa como rapidamente criou uma solução: transportar as máscaras em uma cabine vazia dos trens da Linha 10-Turquesa (que faz o trajeto de Brás a Rio Grande da Serra).

Cada composição tem duas cabines, sendo que só uma é utilizada por vez pelo maquinista, de acordo com o sentido da viagem. Somente nos dias 16 e 17 de abril, já foram transportadas cerca de 2.000 máscaras pelos trens da CPTM.

“Somos pequenos fazendo pouco. Mas, juntando o esforço de todos, teremos uma maior dimensão para ajudar a vencer a pandemia. Os oceanos são formados por gotas e todas são muito importantes para que ele tenha toda sua dimensão. Um profissional de saúde protegido atende mais de 100 pessoas”, afirma Sarah de Sá Fernandes.

A colaboradora comemora o apoio da CPTM e diz que agora estão correndo atrás de doação de materiais e mais voluntários para ajudar na fabricação. Cada máscara tem um custo de R$ 6,00. Atualmente, além do apoio de algumas empresas, o projeto se mantém com o dinheiro do próprio grupo e o que eles conseguem por meio de uma vaquinha online.

“A CPTM continuará apoiando o projeto para beneficiar as pessoas que necessitam tanto desses equipamentos de segurança”, afirma o presidente da Companhia, Pedro Moro.

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