Falta de subsídio causou reajuste das linhas intermunicipais e cobrança da tarifa de integração, diz presidente da EMTU

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Joaquim Lopes da Silva Júnior, presidente da EMTU (Foto: Vivian Reis)

O presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Júnior, justificou nesta quinta-feira (5), que a cobrança da tarifa de integração de R$ 1,00 nos terminais São Mateus, Diadema e Piraporinha é para compensar os contratos com a concessionária Metra, repassando os custos para os passageiros.

“O Corredor ABD tem uma relação com cinco municípios muito desigual. Santo André, São Bernardo e Mauá têm uma tarifa de integração cheia (inclusa na passagem). Já nos terminais de Diadema, Piraporinha e São Mateus, a transferência era livre”, disse.

“Em 2012, nós transferimos para a concessionária Metra algumas obrigações adicionais, por exemplo a manutenção da rede aérea dos 33 km do corredor. Desequilibramos este contrato, que era uma despesa anual de R$ 17 milhões para nós. A tarifa de transferência reequilibra este contrato”, afirmou Joaquim Lopes da Silva Júnior. “Para reequilibrar, ou você busca receita nova, como nesse caso, ou você solicita recurso público, que nesse momento não é a melhor coisa”, afirmou.

Sobre o aumento dos valores das tarifas, o presidente disse que o sistema municipal é diferente do metropolitano. “Uma informação importante é que ele não tem nenhum subsídio. Assim, a receita arrecadada tem que cobrir os custos a fim de manter os contratos equilibrados. Então basicamente essa é a razão para o reajuste das tarifas”, afirmou. “Diferentemente da CPTM e do Metrô, que não tiveram reajustes nas tarifas, as linhas de ônibus intermunicipais não contam com auxílio do Governo do Estado, o que torna necessário repassar custos aos passageiros”, completou.

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