Taxa de Preservação Ambiental em Ilhabela: veja como pagar e evitar multa

Quem visita Ilhabela de carro precisa ficar atento à Taxa de Preservação Ambiental, cobrada desde 31 de março pela identificação eletrônica das placas dos veículos que entram na ilha. Como o sistema não usa cancela, o motorista precisa conferir se a cobrança foi quitada para evitar pendências e multa.

Segundo a Prefeitura de Ilhabela, cerca de 25% dos pagamentos ainda ocorrem por boleto bancário. O município informou que o motorista tem até 30 dias para quitar a taxa; depois desse prazo, o débito pode gerar multa de R$ 100, além do valor original da cobrança.

Como funciona a Taxa de Preservação Ambiental

A cobrança ocorre uma única vez a cada entrada em Ilhabela, independentemente do tempo de permanência na cidade. A identificação acontece pela placa do veículo, sem parada em cabine.

Os valores variam conforme a categoria: R$ 10 para motocicletas; R$ 48 para carros de passeio, utilitários e kombis; R$ 70 para vans e caminhões; R$ 100 para micro-ônibus; e R$ 140 para ônibus.

Veículos registrados em Ilhabela e São Sebastião, além de veículos oficiais de órgãos públicos, têm isenção automática. Pedestres e ciclistas também não pagam a taxa.

A Prefeitura informou que, em maio, 6.295 veículos ainda estavam com a cobrança pendente, de um total de 164.319 identificados desde o início da operação.

TPA, pagamento digital e alerta contra fraudes

Para quem não usa pagamento automático, o ideal é acompanhar a situação após a entrada na ilha. A Prefeitura orienta que o usuário consulte a cobrança e faça o pagamento dentro do prazo para evitar acréscimos.

Uma das alternativas é o Pedágio Eletrônico, plataforma desenvolvida pela Movvia, empresa do Grupo Pumatronix. No caso de Ilhabela, o motorista pode cadastrar a placa, adicionar saldo à carteira digital e acompanhar as cobranças vinculadas ao veículo.

Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico, afirma que o modelo sem parada exige mais atenção do motorista. “Quando existe uma cancela, o motorista sabe imediatamente que precisa realizar um pagamento. Em sistemas eletrônicos, essa etapa deixa de ser física e passa a acontecer no ambiente digital. Por isso, é importante que o usuário saiba que existe uma cobrança, onde consultá-la e tenha um meio simples para realizar o pagamento. Caso contrário, algo que deveria trazer praticidade pode acabar sendo esquecido”, diz.

Hermano também destaca que a carteira digital ajuda a reduzir esquecimentos. “Um dos objetivos da carteira é justamente reduzir a necessidade de o motorista lembrar individualmente de cada cobrança depois de uma viagem. Em Ilhabela, ele pode deixar saldo disponível e acompanhar a TPA pela própria placa. Isso se torna especialmente útil para quem administra mais de um veículo ou também circula por rodovias com Free Flow”, afirma.

Quem segue para Ilhabela também pode encontrar outra cobrança eletrônica no Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios (SP-099), sentido São Sebastião e Ilhabela. Nesse caso, o pedágio usa o sistema Free Flow, mas trata-se de uma cobrança diferente. O pagamento de uma não quita a outra.

A Prefeitura de Ilhabela também alertou, em maio, para tentativas de fraude com sites falsos e mensagens enganosas sobre a taxa. A recomendação é evitar links recebidos por mensagens ou páginas de procedência desconhecida e conferir sempre se o pagamento acontece em canal autorizado.

“À medida que cobranças pela placa se tornam mais comuns, o motorista precisa incorporar um novo cuidado à viagem: identificar os ambientes legítimos de consulta e pagamento. Simplificar essa jornada e tornar os canais oficiais mais reconhecidos é importante não apenas para reduzir esquecimentos, mas também para aumentar a segurança do usuário”, conclui Hermano.

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