Tribunal de Contas do Estado questiona atraso e aditivos das obras do Rodoanel Norte

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Foto: Tiago Queiroz

O Tribunal de Contas do Estado cobrou explicações da empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) sobre o atraso, as alterações nas planilhas de serviços e a suspeita de superfaturamento nas obras do Trecho Norte do Rodoanel, alvo de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Em despacho publicado nesta quinta-feira, 7, no Diário Oficial, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 15 dias para que o presidente da estatal, Laurence Casagrande, justifique, por exemplo, uma série de modificações feitas na quantidade de serviços que estavam previstos no projeto básico da obra.

Nesta quinta, o jornal O Estado de São Paulo revelou que um relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado aponta irregularidade na licitação de R$ 3,9 bilhões porque o projeto básico não foi aprovado pela Dersa antes da concorrência, em 2011, em desacordo com a Lei 8.666/93. A Dersa afirma que a aprovação do projeto “está contemplada no ato de autorização de início do procedimento licitatório”.

Antonio Roque Citadini destaca que uma auditoria constatou ainda que, em maio de 2015, um dos lotes tinha só 23% executados, quando a previsão era de 80%. A Dersa alega atrasos nos processos de desapropriação. A construção dos 47,6 km foi iniciada em 2013 e deveria ter sido concluída em março deste ano. Agora, o novo prazo é março de 2018.

A Dersa afirma que “reitera seu entendimento acerca da regularidade dos contratos relativos ao Rodoanel Norte” e informa que encaminhará ao Tribunal de Contas do Estado todos os esclarecimentos e documentos pertinentes. Afirma ainda que não teve acesso ao inquérito da Polícia Federal e que colabora com o Ministério Público Federal.

* As informações são do jornal O Estado de São Paulo

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