60% das desapropriações para a Linha 6-Laranja do Metrô já têm imissão de posse

Até o momento 80% do valor necessário para liberação dos imóveis foi aportado e o restante está previsto para início de 2016. Executivo responsável pelo projeto participa de evento em dezembro em São Paulo no qual fornecerá mais detalhes

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Foto: Momento Online/FIAM FAAM

Uma das principais obras para a extensão da malha metroviária da cidade de São Paulo, a Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo tem prazo definido para conclusão em 2020. Segundo o Diretor de Implantações da concessionária Move São Paulo, Alessandro Rodrigues, as etapas previstas no cronograma inicial sob responsabilidade da empresa estão sendo entregues regularmente. “Contudo, nosso desafio mais latente no momento é finalizar as 371 desapropriações previstas no trajeto para que as obras possam avançar. O governo do estado está comprometido com a causa e já realizou o aporte de 80% do valor necessário, o restante virá no início de 2016. Até lá estamos aguardando os processos de imissão de posse avançarem. Hoje 60% deles já foram desapropriados”, aponta.

Os impactos no cronograma causado pelas desapropriações até o momento são desconhecidos pela concessionária. “Não sabemos quando o processo será concluído. Quando todos os imóveis estiverem com a imissão de posse regularizada, vamos avaliar o cronograma inicialmente estabelecido e verificar se haverá alguma adequação necessária para entregarmos no prazo”, explica o diretor.

Alessandro Rodrigues estará presente no 2º fórum de mobilidade urbana, Movecidades, que acontece nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, no hotel Paulista Plaza, em São Paulo. No evento, o diretor dará mais detalhes sobre a Linha 6-Laranja e ainda abordará a questão dos passivos ambientais como mais um desafio da atual fase do projeto. “Em 2014 conseguimos a Licença Ambiental de Instalação do Empreendimento e, conforme o número de imóveis desapropriados cresce, aumentamos as investigações em busca destes passivos, afinal temos postos de gasolina sendo desapropriados e outros imóveis com atividades fabris. É preciso tratá-los sem que isso tenha impacto no cronograma”, diz.

Tecnologia

Outro tema que será apresentado por Alessandro Rodrigues no MoveCidades são as tecnologias utilizadas no processo de dimensionamento do projeto, operação e manutenção. “A concessionária realizou a aquisição de softwares de simulação para o estudo de fluxo de passageiros nas estações e para simulações da via e pátio. Estas ferramentas permitem identificar com antecedências eventuais restrições nos projeto em desenvolvimento, assim como o dimensionamento adequado dos equipamentos”, adianta.

O diretor ainda aponta outro destaque, o uso da plataforma BIM, um software que permite explorar virtualmente as características físicas e funcionais do projeto antes de ser executado, sendo também uma ferramenta para gestão da operação e manutenção durante todo o ciclo de vida do projeto. A previsão é que o metrô linha 6 atenda 633 mil usuários por dia.

Sobre o 2º Movecidades

O 2º Fórum Movecidades é um encontro nacional de mobilidade urbana que abrirá espaço para a discussão de alternativas financeiras, estratégias de modicidade tarifária, soluções de otimização e modernização da mobilidade urbana. O evento acontece nos dias 2 e 3 de dezembro, no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. No ano passado, o Movecidades ofereceu mais de 35 palestras e reuniu 115 executivos do setor, entre presidentes, diretores e gerentes de grandes empresas, além de autoridades federais, estaduais e municipais.

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* Com informações do Informa Group

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