Fernando Haddad vai construir ciclovia no canteiro central da Avenida Doutor Arnaldo

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Foto: Luiz Guadagnoli

Segundo o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, ainda não há uma data para que as obras comecem

O canteiro central da Avenida Doutor Arnaldo, no Sumaré, zona oeste de São Paulo, vai receber uma ciclovia. Segundo o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, ainda não há data para o início das obras, mas a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já tem os estudos técnicos de implementação das faixas.

De acordo com ele, a via será interligada coma as pistas para ciclistas da Avenida Paulista e da Rua da Consolação – as obras começam até o fim deste mês. A intenção da Prefeitura é que a via segregada comece ou na Rua Minas Gerais ou em uma alça de acesso na Praça José Molina, conhecida como Praça dos Arcos.

O secretário explicou que o traçado deve seguir na direção da Avenida Heitor Penteado e terminar na região da Rua Cerro Corá, na Lapa, também na zona oeste da capital. A pista é considerada essencial para o desenho da malha cicloviária da capital. Quando estiver pronta, ciclistas poderão sair do Jabaquara, na zona sul, e chegar a bairros como Lapa, Sumaré e Perdizes usando apenas as ciclovias. O trajeto segue o mesmo itinerário subterrâneo das Linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô.

Um dos desafios para o setor de planejamento cicloviário da CET é como fazer a pista para bikes na região do túnel da Avenida Doutor Arnaldo que é usado por motoristas que vêm da Avenida Rebouças. “Vamos fazer a transição por cima.

O gargalo é a saída do túnel e a equipe está quebrando a cabeça”, afirmou o secretário. Para Horácio Augusto Figueira, mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), a Prefeitura deve descartar que a ciclovia passe pela calçada subterrânea da avenida.

“Não é o ideal. Precisa tomar cuidado para não criar uma armadilha. Não dá para dizer que pedestres e ciclistas vão se entender criando um estresse entre eles”, disse o especialista.

Caso a CET faça a pista sobre o passeio, ela vai criar uma calçada compartilhada, como as da Rua Amaral Gurgel e da Avenida São João, no centro, sob o Minhocão. Na ciclovia inaugurada no dia 9 de agosto há conflitos entre passageiros de pontos de ônibus, ciclistas e pedestres.

Os cicloativistas receberam bem a notícia de mais uma área segregada para bikes na cidade. Para Willian Cruz, do site Vá de Bike, a cidade começa a ficar cada vez “mais funcional” para quem quiser fazer grandes deslocamentos pedalando.

Fonte: O Estado de São Paulo

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