Cinto de segurança no banco de trás reduz risco de morte em 75%

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As mortes do cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada em um acidente de trânsito em Goiás trazem o alerta sobre o uso do cinto de segurança no banco traseiro dos veículos.

O casal voltava de um show em Itumbiara, no Sul do Estado, quando o carro em que estava perdeu o controle e capotou na BR-153, no KM 614, entre Morrinhos e o trevo de Pontalina. A namorada do cantor, Alanna Moraes, foi arremessada a cinco metros de distância. Já o artista estava deitado ao chão, com confusão mental e fratura no crânio quando foi encontrado pelos policiais. Ele morreu cerca de seis horas depois. O motorista e o carona sobreviveram.

As causas do acidente ainda são apuradas e a informação de que eles estavam sem cinto de segurança no banco de trás não foi confirmada, mas essa é a principal suspeita da Polícia Rodoviária Federal.

Uma pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estastística), divulgada no início de junho, aponta que apenas 50,2% da população brasileira afirmam sempre usar o cinto quando estão no banco traseiro de carro, van ou táxi. Os entrevistados mostram mais consciência quando estão no banco da frente, em que 79,4% das pessoas com 18 anos ou mais dizem sempre usar o item de segurança.

Entretanto, usar o cinto no banco de trás do carro reduz mais o risco de morte, pois, em uma colisão, impede que o corpo dos passageiros seja projetado para frente, e podem atingir o motorista e o carona. Um estudo da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) mostra que o cinto de segurança no banco da frente reduz o risco de morte em 45% e, no banco traseiro, em até 75%.

Mortes em acidentes de trânsito

A taxa de mortalidade brasileira por acidentes de trânsito é de 22,5 por 100 mil habitantes, o que nos coloca na segunda posição no ranking entre os países do Mercosul, segundo dados do Informe sobre segurança no trânsito na Região das Américas, publicado pela OPAS em 2015. No primeiro lugar está a Venezuela, com taxa de mortalidade de 37,2 e, em seguida, o Uruguai e Paraguai com 21,5 e 21,4 mortes a cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Os atuais índices demonstram que o número de vítimas na região por acidentes de trânsito vem crescendo a cada ano. Comparando com os dados de 2009, o Brasil passou de uma taxa de 18,3 óbitos por 100 mil habitantes para os atuais 22,5, saindo da quarta para a segunda posição no ranking. A Venezuela também apresentou crescimento expressivo, sua taxa quase dobrou no período, passando de 21,8 mortes por 100 mil habitantes, em 2009, para 37,2 em 2015.

Nas Américas, a maior proporção das mortes no trânsito ocorre entre os ocupantes de automóveis (42%), seguidos pelos pedestres (23%) e usuários de veículos de duas ou três rodas (15%). Como grupo, os usuários vulneráveis de vias públicas (pedestres, ciclistas e usuários de veículos de duas ou três rodas) representam 41% de todas as mortes no trânsito.

Fonte: Band

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