Fernando Haddad diz que fez faixas de ônibus porque obras do metrô ‘demoram’

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (31) que a prefeitura implantou faixas de ônibus na cidade porque as obras do metrô são demoradas.

Questionado sobre o anúncio de que obras do metrô vão atrasar ainda mais, o petista disse que as faixas exclusivas supriram a necessidade de transporte público de parte da população.

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  • “Por que você acha que fizemos 400 km de faixas de ônibus? Porque a gente sabe que essas obras [do metrô] demoram, e a população não pode esperar dez anos para as coisas ficarem prontas”, afirmou Haddad, na sede da prefeitura, no centro.

    O prefeito afirmou que “reconhece” as dificuldades de finalização de obras de grande porte e que não comentaria os atrasos do metrô.

    Ele mesmo dificilmente vai entregar os 150 km de corredores de ônibus —espaço reservado aos coletivos à esquerda da via— prometidos na eleição de 2012. Até agora, só 36 km foram iniciados.

    “Se eu não tomasse as medidas que tomei [faixas], as pessoas continuariam a demorar quatro horas a mais para chegar em casa. Diante das dificuldades de longo prazo [das obras do metrô], nós tivemos que tomar medidas de curto prazo para aliviar a situação da população que usa o transporte público”, disse o petista.

    Procurado, o metrô afirmou por meio de nota que “assim como cabe ao metrô ampliar a sua rede, cabe à Prefeitura e às empresas públicas sob seu controle a construção de corredores de ônibus municipais”, e lembrou que “cada esfera de governo tem as suas próprias atribuições, todas visando o bem público”, e que o poder estadual “entende as dificuldades e obstáculos a que todo gestor público está sujeito, como a mencionada na reportagem, de cumprir seu plano de metas que prevê a construção de 150 km de corredores de ônibus”.

    ATRASOS

    Nesta semana, a gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), informou que as obras da linha 5-lilás do metrô vão atrasar mais um ano. A linha 4-amarela também teve o prazo de entrega das estações Vila Sônia e Morumbi, previstas para 2017, agora deve ser inaugurada totalmente apenas em 2018.

    Além disso, a linha 15-prata também atrasou. Conforme a Folha revelou, engenheiros “descobriram” galerias de água que passam embaixo das futuras estações e terão de ser remanejadas.

    Hoje, a linha, que funciona das 9h às 14h num trecho de 2,9 km, tem lotação bastante reduzida e lembra um trem-fantasma se comparada a qualquer transporte público da cidade.

    Fonte: Folha de São Paulo

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