A Uber lança passes para corridas em duas novas modalidades que buscam dar mais previsibilidade aos gastos de quem usa aplicativo no dia a dia. A empresa apresentou o Preço Fixo e o Pré-Pago para reduzir a incerteza causada por variações de tarifa em horários de pico e sob tarifa dinâmica.
O Preço Fixo estabelece um valor para uma rota em condições determinadas. Já o Pré-Pago permite comprar pacotes de viagens por um preço definido, o que amplia a possibilidade de planejamento para deslocamentos recorrentes.
Como funcionam os novos passes da Uber
No Preço Fixo, o usuário paga uma taxa única de R$ 3,99 para travar o valor de um trajeto. Para isso, precisa informar os pontos de partida e chegada e escolher uma janela diária de até uma hora para usar o benefício. O preço acordado vale por 30 dias, respeitadas as condições definidas na contratação, ou até que a economia acumulada com o passe alcance R$ 50. Se a tarifa disponível no momento da solicitação for menor que o valor fixado, a Uber aplica o preço mais baixo.
A modalidade pode atender quem faz o mesmo caminho com frequência, como no trajeto entre casa e trabalho. No entanto, qualquer alteração na origem, no destino ou no percurso pode invalidar o preço contratado. Segundo a empresa, o recurso já passou por testes em algumas cidades e será ampliado para todo o Brasil.
O Pré-Pago, por sua vez, oferece pacotes de cinco, dez, 15 ou 20 viagens por valores fixos. Diferentemente do Preço Fixo, essa opção não exige rota nem faixa de horário específica. A Uber informa ainda que os pacotes podem ser compartilhados entre pais e adolescentes que usam o Uber Teens. O serviço estreia em 34 cidades brasileiras, entre elas Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Salvador, Campinas e Porto Alegre.
Previsibilidade também pesa para motoristas e entregadores
As duas modalidades aceitam pagamentos digitais, como cartões de crédito e débito, Uber Cash e créditos do Uber One. Por enquanto, elas valem apenas para viagens da categoria UberX. Cada usuário pode manter até dez passes ativos, somando as duas opções.
A aposta em maior previsibilidade também dialoga com a economia dos aplicativos. Embora os novos recursos sejam voltados aos passageiros, o tema aparece com força entre os trabalhadores das plataformas. Um levantamento do GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação mostra que 44,6% dos entrevistados consideram seus ganhos “razoavelmente previsíveis”. Outros 30,8% dizem que os rendimentos são pouco previsíveis, 12,8% afirmam não ter nenhuma previsibilidade e apenas 11,8% classificam a renda como muito previsível.
“Mais do que simplesmente cobrar menos ou mais, diferentes formatos de remuneração podem ser avaliados pela capacidade de oferecer ao profissional uma relação mais clara entre tempo trabalhado, número de chamadas e renda. Para quem depende do aplicativo para pagar despesas recorrentes, previsibilidade pode ter valor quase tão grande quanto o ganho potencial”, diz o CEO Luiz Gustavo Neves.
Para o usuário, a vantagem dos passes dependerá das condições de contratação e da frequência de uso. Fixar um preço ou comprar viagens antecipadamente pode facilitar o planejamento, mas não garante, por si só, uma corrida mais barata. Assim, a economia efetiva vai depender da comparação entre o valor do passe e o que o passageiro pagaria nas viagens individuais.