Um levantamento inédito sobre as viagens rodoviárias mais perigosas do Brasileirão revelou que o trecho entre Chapecó (SC) e Rio de Janeiro lidera o ranking, com 312 mortes em acidentes registrados em 2025. O estudo, divulgado pelo Bolavip Brasil, analisou rotas que ligam cidades com clubes na competição e identificou os trajetos com maior risco para quem pega a estrada para acompanhar o time.
Viagens rodoviárias mais perigosas do Brasileirão: Chapecó e Rio lideram o ranking
Segundo o levantamento, sair de Chapecó em direção ao Rio de Janeiro e vice-versa significa percorrer pouco mais de 1.500 km por quatro rodovias federais diferentes, incluindo um trecho da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, conhecido como a “Rodovia da Morte”. Em 2025, esse trajeto concentrou o maior número de mortes entre os 33 caminhos avaliados, com um total 2,5 vezes acima da média dos trajetos considerados no estudo, que ficou em 125.
Além disso, o trajeto entre Chapecó e Belo Horizonte aparece em segundo lugar, com 281 mortes, seguido por Belo Horizonte e Salvador, com 241. Curitiba e Rio de Janeiro somam 237 mortes, enquanto Curitiba e Belo Horizonte registram 206. Chapecó e Bragança Paulista aparecem com 190 mortes, e Bragança Paulista e Rio de Janeiro fecham a lista divulgada com 178.
Acidentes graves também chamam atenção em trajetos mais curtos
O estudo também apontou a rota entre Belo Horizonte e Salvador como a que registra a maior incidência de acidentes graves. Nela, uma pessoa morreu ou ficou gravemente ferida a cada 2,3 acidentes em 2025. A média geral dos trajetos analisados ficou em uma ocorrência grave a cada 4,5 acidentes, o que mostra uma frequência quase duas vezes menor.
Embora os trechos mais longos concentrem os números mais altos, o levantamento destacou uma exceção: a viagem entre Bragança Paulista e Rio de Janeiro, com cerca de 450 km, aparece como a sétima com mais mortes e a sexta com mais acidentes graves. O dado supera, inclusive, o trajeto entre Porto Alegre e Bragança Paulista, que tem aproximadamente 1.230 km.
Para chegar aos resultados, o levantamento mapeou as rotas rodoviárias entre duas cidades com clubes no Brasileirão, limitando a análise a trajetos de até 1.500 km. Em seguida, cruzou os dados com registros da Polícia Rodoviária Federal sobre acidentes em estradas ao longo de 2025, incluindo local, número de envolvidos, mortes e feridos.
O Bolavip Brasil informa que o estudo considera o transporte rodoviário como o mais usado em deslocamentos de até 1.500 km. Acima dessa distância, o avião tende a se tornar o meio mais utilizado.