Corridas de rua em alta exigem mais segurança para atletas e pedestres

O crescimento das corridas de rua no Brasil acende um alerta para a segurança de atletas e pedestres. Em 2025, o país registrou 5.241 provas oficiais, avanço de 85% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO).

O Brasil já reúne cerca de 15 milhões de corredores, entre profissionais e amadores. Com esse avanço, organizadores e cidades precisam reforçar a segurança nas provas, já que muitos percursos ocupam ruas, avenidas e outros espaços urbanos.

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  • Sinalização e isolamento entram no centro da segurança nas provas

    De acordo com Fábio Hoepers, da Zeus do Brasil, o planejamento da sinalização deve começar ainda na definição do trajeto. Segundo ele, o objetivo é estabelecer limites claros entre corredores, público, veículos e áreas de circulação, reduzindo riscos ao longo da prova.

    “Quando falamos de um evento que coloca centenas ou milhares de pessoas correndo pelas ruas, a segurança não pode ser tratada apenas no momento da largada. É necessário olhar para todo o percurso, identificar pontos de cruzamento, locais com circulação de veículos, acessos que precisam ser bloqueados e trechos que podem gerar dúvidas ao atleta. Uma boa sinalização é uma medida preventiva: ela ajuda a evitar que uma situação de risco aconteça”, explica o especialista da Zeus.

    Entre os recursos indicados estão cones e barreiras, que delimitam trechos do percurso, orientam mudanças de direção e indicam pontos de atenção. As faixas de isolamento também ajudam a restringir acessos e a separar visualmente o público da área dos participantes. Já as barreiras de sinalização retrátil podem ser usadas para impedir a passagem por determinados pontos durante o evento.

    Planejamento antecipado reduz riscos em percursos urbanos

    Fábio destaca que não existe um único equipamento capaz de resolver toda a segurança de um percurso. Por isso, cada trecho deve ser avaliado individualmente, com a combinação dos recursos mais adequados ao risco identificado.

    “Um cruzamento de avenida exige um cuidado diferente de uma área de largada ou de um ponto de hidratação, por exemplo. O princípio é tornar o trajeto o mais intuitivo possível para quem corre e, ao mesmo tempo, deixar evidente para quem está fora da prova quais espaços estão temporariamente restritos”, reforça.

    A preocupação ganha força porque as corridas de rua convivem com a dinâmica das cidades. Mesmo quando existem bloqueios programados, veículos podem tentar acessar trechos interditados ou ocorrer falhas de comunicação em cruzamentos e acessos. Casos de atropelamentos envolvendo participantes de provas já reforçaram a importância de barreiras físicas, sinalização visível e equipes preparadas para controlar pontos críticos.

    Por isso, a prevenção deve começar antes de os atletas chegarem às ruas. O percurso precisa passar por análise prévia, com identificação dos locais de maior risco e definição dos equipamentos necessários para sinalização e isolamento. Além disso, a organização deve considerar a visibilidade dos elementos utilizados e garantir que eles permaneçam posicionados corretamente durante toda a prova.

    “O crescimento das corridas é muito positivo porque mostra mais pessoas ocupando as cidades por meio do esporte. Mas esse avanço também aumenta a responsabilidade de quem organiza. Quanto maior o número de eventos e participantes, maior precisa ser a atenção aos detalhes que contribuem para uma experiência segura. Na prevenção, muitas vezes são medidas simples, planejadas antecipadamente, que evitam ocorrências graves”, finaliza o especialista da Zeus.

    A Zeus do Brasil informa que foi fundada em 1991 e atua com soluções para prevenção e combate a incêndios. A empresa tem sede e centro de distribuição em Blumenau (SC) e mantém lojas físicas em Joinville, São José e Balneário Camboriú, além de loja online e central de vendas por telefone.

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