Itaim Bibi aparece como o bairro de São Paulo com maior atividade de mobilidade, segundo levantamento da 99 sobre viagens por aplicativo na capital paulista. O estudo mostra que o bairro lidera em volume de chamadas, seguido por Itaquera e Sapopemba, mas também revela que o mapa dos deslocamentos muda quando se observa a relação entre viagens e domicílios.
Itaim Bibi lidera volume; Barra Funda e Pinheiros ganham destaque no recorte por domicílios
De acordo com o levantamento, quando o número de viagens é comparado à quantidade de domicílios, Barra Funda assume a primeira posição, seguida por Pinheiros e Pari. Nesse recorte, o estudo destaca bairros com perfis urbanos distintos e evidencia que a mobilidade por aplicativo em São Paulo vai além dos tradicionais polos corporativos.
Entre os dez bairros com maior participação na atividade, o ranking reúne desde áreas associadas a comércio, serviços e transporte até grandes bairros residenciais. Além de Itaim Bibi, aparecem Itaquera, Sapopemba, Grajaú, Pinheiros, Santana, Brasilândia, Tatuapé, Jabaquara e Vila Mariana.
Segundo Fabrício Ribeiro, diretor de Operações da 99, “os dados mostram que a mobilidade por aplicativo em São Paulo não se concentra em um único perfil de bairro. Quando olhamos além do volume de viagens, vemos regiões como Barra Funda e Pari ganharem relevância ao lado de polos já consolidados, como o Itaim Bibi. Esse retrato ajuda a entender como as várias partes da cidade participam da dinâmica de deslocamentos e reforça a importância de uma oferta de mobilidade de alta capilaridade, capaz de atender às diferentes necessidades dos paulistanos”.
O que o estudo revela sobre a mobilidade por aplicativo
O levantamento também aponta que a renda ajuda a explicar parte do mapa, mas não explica tudo. Segundo a 99, bairros do grupo de maior renda tendem a registrar maior intensidade de mobilidade por domicílio. Ainda assim, o estudo indica que outros fatores urbanos, como áreas comerciais, polos de emprego, serviços e infraestrutura de transporte, também influenciam os deslocamentos.
Outro dado mostra a conexão entre diferentes regiões da cidade: 37% das viagens analisadas começam em um bairro de um grupo de renda e terminam em outro. Já os 63% restantes ocorrem entre bairros do mesmo grupo, o que reforça o papel do transporte por aplicativo na integração urbana.
Ao comparar a atividade com o número de domicílios, o estudo mostra ainda que Itaquera, embora ocupe a segunda posição no ranking de volume total, sai do grupo dos dez primeiros nesse recorte. Já Barra Funda, Pinheiros e Pari ganham destaque por concentrar alta circulação em relação ao seu tamanho residencial.
Na metodologia, a 99 informa que analisou uma amostra determinística de 1 a cada 60 viagens concluídas com origem em São Paulo ao longo dos 31 dias de agosto de 2026. O estudo considera os 96 distritos oficiais do município e usa uma métrica relativa para comparar áreas de diferentes dimensões. A empresa ressalta que os resultados indicam tendências e não representam a totalidade dos deslocamentos realizados na cidade.
A 99 afirma que o levantamento sugere uma São Paulo formada por polos empresariais, bairros residenciais e centros comerciais integrados por uma mesma rede de deslocamentos. Dessa forma, o volume total de viagens aparece apenas como uma parte do cenário de mobilidade da capital.