Passagem aérea sobe 42,5% em um ano, enquanto a passagem de ônibus avança 8,7%

A passagem de ônibus ficou bem mais estável que a aérea em 2026, segundo dados do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado pela Fipe. Em setembro, as tarifas rodoviárias subiram 8,7% em 12 meses, enquanto as passagens aéreas avançaram 42,5% no mesmo período, quase cinco vezes mais.

O levantamento também indica que o ônibus segue como alternativa de preço mais previsível para quem planeja viajar nos feriados de Finados, em 2 de novembro, e da Consciência Negra, em 20 de novembro, além das férias de fim de ano.

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  • Passagem de ônibus sobe menos que custos do setor

    De acordo com o informe, a tarifa rodoviária também avançou menos que o diesel, um dos principais custos das viações. O combustível subiu 14,4% em 12 meses e 1,7% apenas em setembro, enquanto a passagem de ônibus aumentou 8,7% no mesmo intervalo.

    No longo prazo, o descolamento continua. Desde dezembro de 2017, o diesel acumula alta de 111,0%, o IGP-M avançou 86,3% e a tarifa rodoviária subiu 65,3%.

    IRCB mostra diferença ampla em relação ao avião

    A distância entre ônibus e avião aparece em outros recortes. Na média dos últimos 12 meses, a passagem rodoviária subiu 5,8%, contra 21,9% das passagens aéreas. De janeiro a setembro de 2026, frente ao mesmo período de 2025, a alta foi de 6,4% no ônibus e de 27,6% no avião.

    Na série histórica iniciada em dezembro de 2017, as passagens aéreas acumularam alta de 92,4%, enquanto o IRCB registrou aumento de 65,3%. Em setembro, o índice subiu 2,0% após recuar 1,1% em agosto. Na série com ajuste sazonal, o resultado também foi de alta de 2,0%.

    Alguns recortes ficaram abaixo do nível de dezembro de 2025, período de alta temporada. Isso ocorreu nas viagens interestaduais (-4,0%), nas rotas acima de 400 km (-1,7%) e nas classes leito (-1,8%) e semileito (-1,0%). Na comparação com setembro de 2025, a região Norte registrou a menor alta do país, de 1,5%, e o Pará teve queda de 0,3%.

    “A passagem de ônibus subiu menos que o próprio diesel, um dos principais custos das viações. A gente vê o setor segurando preço num ano de insumo caro. Para quem planeja os feriados de novembro e as férias, isso significa uma alternativa mais previsível que o avião, que subiu 42,5% em 12 meses”, afirma Fernando Prado, CEO da ClickBus.

    O IRCB é calculado mensalmente pela Fipe com base em passagens comercializadas na plataforma da ClickBus. A metodologia usa índice hedônico com controle de atributos qualitativos das viagens, para que as variações reflitam a evolução dos preços e não mudanças no perfil das passagens vendidas.

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