Modelos de assinatura ainda geram dúvida entre trabalhadores de app

Os modelos de assinatura já são conhecidos por grande parte dos motoristas de aplicativo, mas ainda enfrentam resistência entre os profissionais. Um levantamento do GigU aponta que 86,2% já ouviram falar desse formato, embora apenas 10,7% vejam vantagem clara na proposta de pagar um valor fixo e ficar com 100% das corridas.

O estudo, chamado “Entre taxas e previsibilidade: profissionais de aplicativos opinam sobre novos modelos de trabalho”, foi realizado em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação. Segundo a pesquisa, a principal preocupação segue ligada à conta final: 42% temem pagar pelo passe e não conseguir fazer viagens suficientes para compensar o custo.

  • Viu algo no trânsito? Acidente, congestionamento ou falha no transporte? Envie agora no WhatsApp (11) 96292-9448 ou marque @mobilidadesampa. Sua informação ajuda milhares de pessoas em tempo real!
  • Siga o Mobilidade Sampa: X/Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, WhatsApp e Telegram.
  • Quer anunciar? Impulsione sua marca! Saiba mais.
  • Conhecimento alto, confiança baixa

    Apesar da familiaridade com o conceito, a adesão ainda parece distante. Entre os entrevistados, 45% dizem já ter ouvido falar do modelo, mas não conhecer os detalhes, enquanto 41,2% afirmam conhecer bem a proposta. Quando avaliados sobre a possibilidade de migrar para um valor fixo com direito a 100% das viagens por um período, 31,7% não veem vantagem, 38,1% condicionam a decisão ao preço da assinatura ou ao valor das viagens e 15,3% dizem que precisariam comparar o resultado com o ganho atual.

    O formato tradicional ainda aparece como o preferido. Quase metade dos entrevistados, 48,7%, considera mais interessante continuar com a cobrança percentual sobre cada viagem. Já 19,7% escolhem modelos de valor fixo por horas ou dias de uso, enquanto 15,3% preferem uma cobrança fixa até atingir determinado patamar de ganhos.

    Leia também:

    Renda líquida pesa mais que previsibilidade

    A pesquisa mostra que a decisão passa menos pelo formato e mais pelo impacto financeiro. Para 46,6% dos profissionais, o principal fator na escolha de um passe seria aumentar o valor que sobra no bolso. Em seguida, 29,8% citam pagar menos taxas, e 11,8% destacam a previsibilidade dos ganhos.

    Além disso, apenas 14,6% mudariam imediatamente para um modelo de assinatura. Outros 31,8% aceitariam testar a novidade, mas 41% dizem que a decisão dependeria dos ganhos. Ao mesmo tempo, 32,8% não acreditam em grande adesão nos próximos anos, enquanto 30,8% avaliam que os modelos de assinatura devem coexistir com o formato tradicional.

    Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, a avaliação dos profissionais ocorre com base no resultado prático. “O motorista não está necessariamente procurando um modelo diferente de cobrança. Ele está procurando uma forma melhor de trabalhar e ganhar mais. Se a assinatura reduzir a taxa, mas não aumentar a renda líquida, ela se traduz em vantagem. Por isso, a decisão passa pela conta final: quanto custa para trabalhar e quanto efetivamente sobra”, afirma.

    A pesquisa também indica que 44,5% acreditam que planos alternativos pouco mudariam sua organização do trabalho, já que o principal fator continua sendo o valor das viagens e entregas disponíveis. Outros 20,8% veem potencial, mas condicionam o benefício ao custo do plano.

  • Siga o Mobilidade Sampa: BlueSky e Threads.
  • Vai viajar? Economize 30% no seguro. Use o cupom TBTCOM30 e proteja sua viagem. Contratar agora!
  • Sua marca ao lado de quem informa a cidade em tempo real. Participe do Mobilidade 24 Horas!
  • Deixe um comentário