Financiamento de veículos registrou em setembro o melhor desempenho para o mês em 15 anos, mesmo em um cenário de juros altos e volatilidade econômica. Ao todo, o mercado financiou 670.675 unidades, o maior volume para setembro desde 2011, quando 665.801 veículos foram financiados. Na comparação com setembro de 2025, o avanço foi de 2,8%, segundo dados da Trillia, linha de negócios da B3 voltada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.
Alta no acumulado do ano reforça desempenho do mercado
Nos nove primeiros meses de 2026, o setor somou 5,8 milhões de veículos financiados, o que representa crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. “Mesmo em um cenário econômico marcado por volatilidade, o financiamento de veículos continua mostrando força. Só em setembro, a média chegou a 31.937 veículos financiados por dia útil. É um volume relevante de operações, que depende da infraestrutura robusta da Trillia para garantir agilidade e segurança ao mercado”, diz Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia.
O avanço veio principalmente dos autos leves, que somaram 468 mil unidades financiadas, sendo 342 mil de usados e 126 mil de novos. As motos apareceram na sequência, com 176 mil financiamentos, divididos entre 132 mil unidades novas e 44 mil usadas. Já os veículos pesados totalizaram 26 mil operações, com 14 mil usados e 12 mil novos.
No recorte regional, o Sudeste liderou o volume de financiamentos em setembro, com 42% de participação no total nacional. Em seguida, vieram Sul, com 20%, Nordeste, com 19,9%, Centro-Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,5%.
Preço dos carros recua na tabela da B3
Além do desempenho das operações, a Tabela AUTO B3, desenvolvida pela Trillia em parceria com a Bright Consulting, apontou queda nos preços de transação dos veículos novos em setembro. O recuo médio ficou em aproximadamente 0,8%, após a alta de 2,7% observada em agosto. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de veículos novos ficou em -2,4%.
No mercado de usados, setembro apresentou variação média de -1,7%, o que indica estabilidade depois da queda de 0,1% registrada em agosto. No acumulado de 12 meses, a média do segmento ficou em -5,9%.