A redução de custos na aviação foi apontada como condição central para ampliar a oferta de serviços a preços mais acessíveis à população, segundo o secretário de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Daniel Longo. Ele participou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, do painel de encerramento do Aviation Infra Summit, que discutiu o futuro da infraestrutura da aviação brasileira.
Longo afirmou que o setor precisa enfrentar a agenda de custos das companhias aéreas para avançar. “Em um setor tão volátil estruturalmente, seja no Brasil ou no exterior, a indústria precisa de um ambiente regulatório e competitivo que permita a ampliação da oferta a preços acessíveis à população em geral”, disse.
Reforma Tributária e crédito em moeda nacional entram na pauta
Entre os pontos citados pelo secretário, estão os impactos da Reforma Tributária, o acesso a crédito em moeda nacional e a expansão da oferta de mão de obra qualificada. Segundo ele, o governo federal pretende lançar um programa de capacitação de profissionais de aviação civil para enfrentar esse desafio.
Longo também disse que a expectativa é ampliar, ao longo dos anos, a parcela do orçamento da SAC destinada a atividades de formação e treinamento com recursos do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil).
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Setor cita combustível caro e necessidade de comunicação com o público
O presidente da Abear, Juliano Noman, afirmou que fatores estruturais ajudam a explicar o impacto da alta de custos na indústria. Ele citou o aumento do preço do QAV em razão da guerra no Oriente Médio e disse que o querosene de aviação dobrou de preço em 60 dias. “A cada real de aumento do combustível, a indústria perde 180 mil passageiros por mês. O setor é sensível a preço”, afirmou.
Já o CEO da ABR (Aeroportos do Brasil), Fábio Rogério, defendeu uma comunicação mais efetiva entre a indústria da aviação e a sociedade. “Precisamos demonstrar que os investimentos no setor retornam para o cliente e que não se trata de uma indústria de luxo”, declarou. Ele acrescentou: “Enquanto as pessoas pensarem quanto custa a aviação e não quanto custa não ter aviação, a gente vai ter que viver se explicando em coisas que não precisariam ser explicadas”.