Pedágio sem barreiras eleva o risco físico e a cibersegurança no free flow

O avanço do pedágio sem barreiras no modelo free flow mudou a lógica das rodovias brasileiras e ampliou a atenção sobre a proteção de dados logísticos. Em vez de funcionar apenas como ferramenta de cobrança, o pórtico passou a registrar informações que podem expor rotas, horários e padrões de deslocamento de cargas, aproximando a cibersegurança do risco físico nas estradas.

Free flow transforma pórticos em pontos de coleta de dados

Segundo o texto assinado por Rony Neri, diretor LATAM da Platform Science, um levantamento da ANTT/ABCR já indica que 3% das rodovias concedidas no país operam ou têm cronograma definido para funcionar em modelo free flow até 2027. Nesse cenário, cada passagem registra localização, horário, veículo e, indiretamente, a operação completa da carga.

  • Viu algo no trânsito? Acidente, congestionamento ou falha no transporte? Envie agora no WhatsApp (11) 96292-9448 ou marque @mobilidadesampa. Sua informação ajuda milhares de pessoas em tempo real!
  • Siga o Mobilidade Sampa: X/Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, WhatsApp e Telegram.
  • Quer anunciar? Impulsione sua marca! Saiba mais.
  • “O que poucos notam é que cada pórtico não é apenas um ponto de cobrança: é um ponto de coleta de dados.” O executivo afirma que, quando essas informações se multiplicam por milhares de veículos e viagens, elas formam um retrato detalhado e em tempo real da logística do país.

    O artigo também alerta que muitas transportadoras e embarcadoras ainda tratam esse volume de dados como um problema de TI. Para Neri, essa leitura reduz o alcance do risco, já que um vazamento pode revelar onde uma carga valiosa estará, em que horário e por qual rota.

    Leia também:

    Falhas digitais já afetam a segurança da carga

    O texto destaca que o caminho entre uma falha digital e um prejuízo físico é curto. Vazamentos de rotas e horários ampliam a exposição a roubos de carga; a indisponibilidade de plataformas compromete o acompanhamento da frota em tempo real; e a adulteração de dados de telemetria pode levar a interpretações erradas em situações de risco.

    Com base em relatório da BSI Consulting e do TT Club, o artigo informa que casos facilitados por vazamento de informações e envolvimento interno já respondem por 22% dos roubos de carga globais. A conclusão do autor é que a vulnerabilidade cibernética se tornou uma porta de entrada para o crime físico.

    Por isso, o texto defende que a segurança deve nascer junto com a arquitetura da solução, com criptografia, controle de acesso, autenticação e monitoramento desde o início. Além disso, veículos, sensores, câmeras, APIs e fornecedores terceiros também precisam entrar no perímetro de proteção.

    Ao mesmo tempo, o artigo sustenta que segurança não significa compartilhar menos dados. O desafio, segundo Neri, é compartilhar o dado certo, com quem precisa dele e para uma finalidade específica. Nesse ponto, o processamento na borda surge como alternativa para analisar informações localmente e enviar à nuvem apenas eventos relevantes.

    Com a expansão da inteligência artificial nas operações de frota, a discussão ganha outra camada. O texto aponta que não basta evitar roubo de dados: é preciso garantir a integridade das informações, já que sistemas autônomos dependem de dados confiáveis para operar com segurança. Ao final, a mensagem é direta: proteger dados deixou de ser apenas uma questão de privacidade ou tecnologia e passou a integrar a segurança da carga, do motorista e da operação.

  • Siga o Mobilidade Sampa: BlueSky e Threads.
  • Vai viajar? Economize 30% no seguro. Use o cupom TBTCOM30 e proteja sua viagem. Contratar agora!
  • Sua marca ao lado de quem informa a cidade em tempo real. Participe do Mobilidade 24 Horas!
  • Deixe um comentário