Álcool na direção respondeu por metade das mortes no trânsito analisadas em Campinas em 2026, segundo o Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Até agosto, 32 pessoas morreram em vias urbanas e, entre os 16 casos já analisados pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito, oito envolveram bebida e direção.
O levantamento também aponta a falta de habilitação como a segunda principal causa associada aos óbitos no período, com sete casos fatais e 44% do total analisado. Em seguida, aparece a velocidade excessiva ou inadequada, com quatro mortes e 25% dos casos avaliados.
Ranking mostra fatores que mais pesam nas mortes no trânsito
De acordo com o ranking divulgado, há ainda dois casos fatais ligados à falta de capacete, à evitabilidade e à violência urbana, além de um caso em cada uma destas situações: transitar em local proibido, uso de drogas ou medicamentos, direção perigosa, linha de cerol e comportamento de pedestre.
O boletim informa que pode haver mais de um fator de risco em um único sinistro. No ano passado, a velocidade excessiva causou 32 sinistros fatais em vias urbanas, enquanto 21 mortes envolveram bebida e direção e outras 11 reuniram os dois fatores.
Fiscalização reforça combate ao álcool e à velocidade
Para reduzir os riscos, a Emdec realiza, desde o fim do ano passado, as “Operações pela Vida” em parceria com a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Até agosto, as equipes fizeram 21 operações e aplicaram 15,4 mil testes com bafômetros passivos. Nesse período, houve 15 autuações por direção sob influência de álcool e 437 por recusa ao teste, totalizando 452 infrações.
O texto do boletim informa que essas duas condutas configuram infrações gravíssimas, multiplicadas por 10, com multa de R$ 2.934,70, recolhimento da habilitação e suspensão por 12 meses. Já o combate à velocidade ocorre por meio de equipamentos de fiscalização eletrônica instalados em corredores e pontos críticos da cidade. Entre agosto e setembro, 10 novos radares passaram a operar, e Campinas chegou a 154 pontos com esses equipamentos.
Os demais comportamentos do ranking, como falta de habilitação, uso de capacete e circulação em local proibido, são monitorados por agentes em campo e em operações integradas. Até agosto, houve 156 blitze. Além disso, a fiscalização remota conta com 21 pontos, sendo sete ativados neste ano.
O Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito reúne representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Emdec, Samu, Instituto de Criminalística, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Rodoviária, Departamento de Estradas e Rodagem e concessionárias de rodovias. Hospitais como Dr. Mário Gatti, Clínicas da Unicamp e Celso Pierro da PUC-Campinas também contribuem com informações complementares.
Apesar do cenário de atenção, Campinas registrou redução em todos os índices de mortes no trânsito pelo oitavo mês consecutivo. Nas vias urbanas, os óbitos caíram 32% em relação ao mesmo período de 2025: foram 32 mortes até agosto deste ano, ante 47 no ano passado. Entre pedestres, a queda chegou a 44%, e entre motociclistas, a 16%.
A íntegra do boletim está disponível no site da Emdec.