Até às 11h do dia 4 de agosto de 2026, a greve dos funcionários da CPTM provocava operação parcial nas linhas 11-Coral e 12-Safira, além de paralisação total na Linha 13-Jade. No horário de pico da manhã, o efetivo operacional nos três ramais atingiu apenas 67%, abaixo do mínimo de 80% determinado pela Justiça para evitar prejuízos à população.
De acordo com a CPTM, dos 126 maquinistas escalados para o período da manhã nas três linhas, apenas três compareceram. Para manter o serviço, ainda que parcialmente, 21 supervisores foram designados para conduzir as composições – 18 na Linha 11 e seis na Linha 12.
Com a operação reduzida, 15 trens atenderam a demanda na Linha 11 e quatro na Linha 12. Em condições normais, a Linha 11 disponibilizaria 31 trens e a Linha 12, 24 composições. Na Linha 13, o horário de pico deveria contar com cinco trens.
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Plano de contingência e medidas do governo
Para minimizar os impactos da greve a milhares de passageiros, o Governo de São Paulo implementou, desde às 4h, um plano de contingência envolvendo a CPTM, o Metrô e a Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo). Na véspera, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que as três linhas mantivessem ao menos 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil ao sindicato dos trabalhadores.
No dia 3 de agosto, o Estado reafirmou ao sindicato o compromisso com a preservação dos empregos e a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).
O Governo lamenta a continuidade da greve, que compromete o deslocamento diário de milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem do sistema ferroviário.
Operação parcial nas linhas afetadas
A CPTM priorizou o atendimento nos trechos de maior demanda. A Linha 11-Coral opera parcialmente entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto permanecem paralisados. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda (concedidas) e 10-Turquesa operam normalmente.
CPTM e ações integradas no transporte público
No Metrô, a capacidade de atendimento foi ampliada a partir das 4h, com abertura antecipada das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A Linha 3-Vermelha, que integra parte da zona leste da capital e conecta-se aos ramais afetados, recebeu trens adicionais e iniciou a operação com 50% das composições em circulação, reforçando a frota máxima desde às 6h.
Manobras intermediárias em estações estratégicas aumentaram a oferta de viagens em trechos com maior concentração de passageiros. O Metrô também disponibilizou trens vazios para agilizar embarques em estações com sobrecarga, reforçando o efetivo nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda para organizar o fluxo.
A Artesp monitorou as ações de contingência nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô e 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens, operadas por concessionárias. Houve reforço de equipes operacionais e de atendimento, ampliação da segurança, monitoramento contínuo da operação, adequação da oferta de trens e atuação integrada das áreas de operação, inteligência e comunicação.
O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para auxiliar o deslocamento dos passageiros das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Ao todo, 128 ônibus foram mobilizados. Na Linha 11-Coral, os veículos atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, o serviço opera entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.
Segurança reforçada nas estações
A Polícia Militar intensificou o policiamento preventivo no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e locais de grande circulação, visando ampliar a sensação de segurança, prevenir ocorrências e apoiar o deslocamento da população. O policiamento de trânsito também foi reforçado para melhorar a fluidez viária nas regiões impactadas.
O Governo de São Paulo segue acompanhando a situação e reforça o compromisso com a população e os trabalhadores envolvidos.