A greve dos ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi mantida para esta quarta-feira, 5 de agosto. A decisão ocorreu após reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil e o Governo do Estado no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), seguida de assembleia com a categoria.
Greve e concessões à iniciativa privada
O sindicato é contrário às concessões à iniciativa privada. As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram concedidas à Trivia Trens, mas devido a sucessivas falhas operacionais, as operações foram retomadas pela estatal CPTM por mais 90 dias, retrocedendo na transição para a Trivia, do Grupo Comporte.
Impactos da paralisação e medidas emergenciais
Na terça-feira, 4 de agosto, a categoria cruzou os braços. As operações das linhas 11-Coral e 12-Safira foram parciais, enquanto a 13-Jade ficou parada integralmente nos períodos da manhã e tarde. A SPTrans reforçou a operação de linhas municipais na capital paulista, como as linhas 4310-10, 3686-10 e 407P-10. A Artesp convocou 128 ônibus para a Operação PAESE (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência), mas o trânsito impediu que todos os coletivos cumprissem o planejado.
As linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô e o monotrilho da Linha 15-Prata abriram mais cedo. As linhas metroferroviárias de operação privada não pararam, assim como a linha 10-Turquesa, que, apesar de ser estatal, tem trabalhadores representados por outra base sindical.
Determinações do TRT e resposta do sindicato
O TRT determinou que, no dia da greve, fosse garantido um percentual mínimo de 80% do contingente nos horários de pico e 60% nas demais horas. Segundo o Governo do Estado, esse atendimento não foi garantido. O sindicato foi multado em R$ 400 mil pelo descumprimento, com possibilidade de recurso e defesa.
Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil informou que, após nova tentativa de negociação com o Governo do Estado de São Paulo, a categoria decidiu manter o movimento paredista. O Governo ainda não apresentou garantia concreta por escrito da manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM, principal reivindicação dos ferroviários.
Diante da ausência dessa garantia, a assembleia convocou nova reunião para quarta-feira, 5 de agosto, às 17h, para avaliar o andamento das negociações e os próximos passos do movimento. Os ferroviários afirmam que permanecem abertos ao diálogo e reiteram que a greve poderá ser encerrada assim que o Governo formalizar o compromisso de preservar os empregos de todos os trabalhadores da CPTM.
Segundo o sindicato, o movimento visa defender os direitos dos ferroviários e garantir segurança aos profissionais que atuam na CPTM.