O mercado brasileiro de ônibus elétricos entrou em uma nova fase em 2026, com crescimento significativo nos primeiros meses do ano. De janeiro a maio, foram emplacadas 311 unidades, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Crescimento e avanços no mercado
Em maio, o avanço foi ainda mais expressivo, com 132 ônibus elétricos emplacados, contra 24 no mesmo mês de 2025, um aumento de 450%. Esses números indicam que o segmento está deixando a fase de projetos-piloto e avançando para escala operacional, com financiamento público e produção nacional.
Produção nacional e fabricantes
Nos cinco primeiros meses de 2026, oito fabricantes apresentaram 20 modelos de ônibus elétricos no Brasil. Seis produzem veículos no país, enquanto dois atuam com modelos importados. Dos 311 ônibus emplacados, 308 foram fabricados no Brasil, representando 99% do total.
A Eletra liderou os emplacamentos com 148 unidades, 48% do total. A BYD ficou em segundo lugar, com 95 ônibus (31%), seguida pela Mercedes-Benz, com 47 unidades (15,2%).
Distribuição geográfica dos emplacamentos
O Sudeste lidera com 95,2% dos emplacamentos até maio de 2026, totalizando 296 unidades. São Paulo registrou 293 emplacamentos, cerca de 99% da região. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar, com 15 ônibus emplacados em Goiânia.
Sete municípios registraram emplacamentos, com São Paulo concentrando 269 unidades, 86,5% do total nacional. Outros municípios incluem Goiânia (15), Osasco (12), São Bernardo do Campo (11), Confins (2), Rio de Janeiro (1) e Santos (1).
Incentivos governamentais para eletrificação
O setor é favorecido por financiamentos públicos e programas de renovação de frota. O Novo PAC prevê recursos para a compra de 2.296 ônibus elétricos. O BNDES aprovou R$ 4,5 bilhões em crédito para eletrificação do transporte coletivo, apoiando a compra de 2 mil ônibus.
A ampliação do programa Move Brasil inclui ônibus e micro-ônibus em uma linha de financiamento de R$ 21,2 bilhões, com critérios de sustentabilidade e fabricação nacional.
Perspectivas para o transporte coletivo elétrico
A eletrificação do transporte coletivo no Brasil deixa de ser uma agenda futura e começa a ganhar escala. A combinação de produção nacional, financiamento e políticas públicas é decisiva para acelerar essa transição nas cidades.
É importante destacar que os números referem-se aos emplacamentos registrados em municípios específicos, não necessariamente refletindo o total de ônibus elétricos em circulação.
Para acessar as estatísticas completas, visite o site da ABVE.
A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) promove o desenvolvimento do mercado de veículos eletrificados no Brasil, apoiando o transporte limpo e sustentável. A entidade conta com cerca de 140 associados, incluindo multinacionais e startups, e atua em oito grupos de trabalho relacionados à eletromobilidade.