Ministério das Cidades e BNDES lançam estudo para mobilidade urbana nas regiões metropolitanas

O Ministério das Cidades e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram, no dia 1º de julho de 2026, no Rio de Janeiro, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). Desenvolvido entre 2024 e 2026, o levantamento reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de 187 projetos para orientar a expansão e qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil.

A entrega final ocorreu na sede do BNDES, com a presença do ministro das Cidades, Vladimir Lima, do diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, do secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, além de representantes do Banco, estados, municípios, especialistas e equipes técnicas envolvidas na elaboração do estudo.

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  • O papel do estudo para a mobilidade urbana

    Para o ministro Vladimir Lima, o ENMU representa uma ferramenta estratégica para avançar em uma política nacional de mobilidade urbana de longo prazo, baseada em planejamento, dados e integração entre os entes federativos. Ele destacou que o estudo ajuda o Brasil a encarar o desafio com visão de futuro e compromisso com a vida real da população, projetando os próximos 30 anos e organizando uma visão nacional sobre os desafios da mobilidade urbana no país.

    O estudo apresenta uma carteira de 187 projetos focados na ampliação das redes de transporte público coletivo de média e alta capacidade, abrangendo mais de 3 mil quilômetros de sistemas como metrôs, BRTs, trens e VLTs. A estimativa indica que esses projetos podem viabilizar investimentos da ordem de R$ 430 bilhões nos próximos 20 anos.

    Segundo o ministro, o tema ultrapassa a infraestrutura física e impacta diretamente a vida cotidiana das pessoas. Ele ressaltou que, ao falar de mobilidade urbana, pensa-se em ônibus, trilhos, corredores, estações e terminais, mas também no tempo da vida das pessoas. Melhorar a mobilidade significa devolver tempo à população.

    Produtos e ferramentas do estudo

    O ENMU considera projeções populacionais e de demanda para um horizonte de 30 anos. Entre seus produtos, inclui diagnóstico dos sistemas de transporte, proposição de redes estruturais, banco de projetos, mapas, sistema de informações georreferenciadas e insumos para a construção de uma Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana.

    Durante o evento, lançou-se o portal Mobilidade Brasil, que consolida as informações do estudo e permite consultar dados e projetos por região metropolitana. Essa ferramenta deve apoiar estados, municípios e demais parceiros na estruturação de projetos e na tomada de decisão sobre investimentos em transporte público.

    Benefícios sociais, ambientais e econômicos

    O estudo aponta benefícios associados à implantação da carteira de projetos, como redução no tempo médio de deslocamento, diminuição do custo das viagens, redução de emissões de gases de efeito estufa, prevenção de vítimas no trânsito e geração de empregos ao longo da cadeia produtiva.

    Para o ministro das Cidades, a entrega do ENMU conclui uma etapa de diagnóstico e planejamento, abrindo uma nova fase de estruturação de projetos, captação de recursos e cooperação federativa. Ele enfatizou a necessidade de transformar diagnóstico em projeto, projeto em investimento, investimento em obra e obra em serviço de qualidade para a população.

    Ciclo de projetos e governança metropolitana

    O secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, participou do lançamento do ENMU e do bloco dedicado ao primeiro ciclo de projetos. Ele destacou que o estudo responde à necessidade de coordenação da Política Nacional de Mobilidade Urbana e do Marco Legal do Transporte Público.

    Marcos Daniel defendeu que a governança metropolitana deve se traduzir em benefícios perceptíveis para o usuário, especialmente por meio da integração dos sistemas, bilhetagem e políticas tarifárias coordenadas. Segundo ele, o usuário quer chegar ao destino da forma mais rápida e eficiente, independentemente de quem seja o responsável.

    O secretário apontou dois caminhos para o Ministério das Cidades a partir do estudo: a estruturação de uma plataforma nacional de dados para induzir a gestão integrada e a formação de quadros técnicos locais em estados, municípios e regiões metropolitanas. Ele ressaltou que a transformação da mobilidade urbana exige informação qualificada, capacidade institucional e equipes permanentes preparadas para estruturar projetos, contratos e arranjos de governança.

    “A gente precisa investir nesses quadros, investir nas estruturas e nas secretarias de mobilidade locais, com força para debater tanto os projetos quanto essa estrutura de governança”, afirmou Marcos Daniel.

    Conclusão

    O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) reúne um conjunto robusto de diagnósticos, propostas e projetos que orientam a expansão e qualificação do transporte público coletivo nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Com foco no planejamento de longo prazo, integração federativa e benefícios sociais, ambientais e econômicos, o estudo representa um avanço significativo para a mobilidade urbana no país. A partir da estruturação de projetos e da cooperação entre entes federativos, o Brasil avança para oferecer serviços de transporte público mais eficientes e de qualidade à população.

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