Ponte Graúna-Gaivotas: nova ligação que transforma a mobilidade na Zona Sul

Um projeto viário bilionário avança sobre a Represa Billings, na Zona Sul de São Paulo, com a construção da Ponte Graúna-Gaivotas. Estimado em cerca de R$ 450 milhões, o empreendimento cria uma ligação direta entre bairros isolados pelo Braço do Cocaia. A iniciativa busca reorganizar o trânsito local, ampliar as opções de deslocamento e integrar ônibus, ciclovias e transporte sobre trilhos, prometendo mudar a rotina de mais de 1 milhão de moradores da região.

Ponte Graúna-Gaivotas e a redução do tempo de deslocamento

O trecho onde a Ponte Graúna-Gaivotas será construída representa um dos principais gargalos urbanos da Zona Sul. Atualmente, a represa funciona como uma barreira física que obriga motoristas e usuários do transporte público a contornar longos trajetos, aumentando o tempo de viagem, que pode ultrapassar uma hora nos horários de pico. Com a nova ponte, o trajeto poderá ser feito em cerca de 14 minutos, dependendo das condições de tráfego e operação do sistema viário.

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  • Nos bairros do entorno, como Parque Cocaia, Cantinho do Céu e áreas próximas ao Grajaú, a geografia dificulta o acesso a regiões com maior oferta de serviços e conexões metropolitanas. A Ponte Graúna-Gaivotas transformará esse caminho fragmentado em uma travessia direta, conectando o entorno do Grajaú ao distrito de Cidade Dutra. Além disso, a ponte funcionará como rota estratégica para emergências, hoje limitadas pela escassez de travessias sobre a Billings.

    Complexo viário integrado à ponte Graúna-Gaivotas

    O projeto vai além da construção da ponte, envolvendo um sistema viário completo. A Prefeitura planeja implantar novas vias, requalificar avenidas existentes e criar acessos contínuos antes e depois da travessia. O pacote inclui ciclovias segregadas, passeios para pedestres, iluminação pública e adequações para o transporte coletivo.

    A extensão da ponte varia entre 700 e 960 metros, conforme documentos oficiais, com duas faixas por sentido, ciclovia e passeio para pedestres. O sistema viário divide-se em três segmentos principais: o primeiro parte da Avenida Lourenço Cabreira e Avenida Manuel Alves Soares até a Praça Ramires Ferreira; o segundo avança até a Estrada Canal do Cocaia, onde se concentra a ponte; o terceiro segue por vias como Rua Rubens de Oliveira e Avenida Dona Belmira Marin, consolidando o acesso no lado das Gaivotas.

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    Integração multimodal e impacto no transporte coletivo

    A Ponte Graúna-Gaivotas foi projetada como infraestrutura multimodal. Além das faixas para veículos, o projeto prevê ciclovia segregada e passeios contínuos para pedestres, com iluminação pública e requalificação viária. No transporte coletivo, a ligação integra corredores e faixas exclusivas da Zona Sul, conectando-se ao Terminal Grajaú e à Linha 9-Esmeralda da CPTM.

    A proposta visa reduzir o tempo de acesso ao transporte sobre trilhos e reorganizar paradas de ônibus e vias alimentadoras. O desempenho final dependerá da operação das linhas e da oferta de transporte após a entrega da obra.

    Licitação e prazos para a ponte Graúna-Gaivotas

    A Prefeitura lançou o edital de licitação para as obras da Ligação Viária Graúna-Gaivotas em outubro de 2024, representando avanço após anos de estudos e ajustes técnicos. O contrato prevê a execução completa da ponte e do sistema viário associado, com prazo estimado de 36 meses para conclusão após assinatura.

    Esse prazo depende da finalização do processo licitatório, da ordem de serviço e do andamento das obras. Em junho de 2025, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei para reestruturação viária necessária à obra, encaminhado para sanção do prefeito.

    Benefícios diretos para a Zona Sul e desafios futuros

    Os principais beneficiários da Ponte Graúna-Gaivotas incluem moradores dos distritos Grajaú e Cidade Dutra, além de áreas próximas ao Parque Cocaia e Gaivotas. A Prefeitura estima impacto positivo para mais de 1 milhão de pessoas, com base em dados do IBGE.

    A nova travessia promete aliviar a pressão sobre vias saturadas, mas especialistas alertam para a necessidade de atenção no desenho das interseções. Travessias de pedestres, ciclovias e priorização do transporte coletivo serão essenciais para o sucesso prático do projeto.

    Se a redução drástica no tempo de deslocamento se confirmar, a Ponte Graúna-Gaivotas poderá alterar hábitos básicos da população local. A dúvida permanece sobre a capacidade da ponte em absorver o tráfego nos horários críticos e evitar o deslocamento dos congestionamentos para outras áreas da cidade.

    A Ponte Graúna-Gaivotas representa uma transformação significativa na mobilidade da Zona Sul de São Paulo, integrando diferentes modais e conectando bairros isolados pela Represa Billings. O projeto viário completo promete melhorar a qualidade de vida e a eficiência do transporte para milhões de pessoas na região.

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