Mulheres buscam novos desafios, mas priorizam pela segurança

Segundo o Instituto Maria da Penha (IMP), em 2022, mais de 6 mulheres fizeram uma denúncia de estupro a cada hora no Brasil. Este número representa um aumento de mais de 23% em relação ao número de denúncias registradas em 2020.

Diante desses números alarmantes, no dia da mulher, é mais do que relevante falar de a Segurança Pública e das mais variadas iniciativas no combate à violência contra mais de 50% da população brasileira, representada pelo sexo feminino.

A “LuluFive Ciclismo” – marca do ciclismo feminino –  é um exemplo positivo de que ações em prol da segurança das mulheres geram bons frutos, como o incentivo à busca por novos desafios. Encabeçada por Gisele Gasparotto, 42 anos e com o apoio de sua sócia, Lilian Perrenoud, 40 anos, o grupo tem como propósito empoderar mulheres por meio da prática do esporte. O projeto conta com iniciantes, mas também quem busca aperfeiçoando para competições. A “Lulu Five Ciclismo” já reúne 190 mulheres. 

Na Capital Paulista, as “Lulus” utilizam as ciclovias como ponto de encontro para os treinos. A mais frequentada é a do Rio Pinheiros, local que conta com mais de 100 câmeras inteligentes implantadas e o suporte de uma plataforma digital e aplicativos mobile para uso gratuito. Tudo com inteligência artificial capaz de identificar ocorrências e comportamentos suspeitos, além de garantir a operação e manutenção de dispositivos digitais de sonorização, intercomunicadores e automação da iluminação local.

“A experiência na ciclovia Rio Pinheiros tem sido incrível. Nós mulheres precisamos sempre buscar por locais que nos transmitam segurança e isso sentimos lá. Na minha opinião, é um dos locais mais seguros de SP para pedalar”, conta Lilian.

Segundo a atleta e sócia responsável pelo grupo, além da função de segurança, as câmeras também servem como um material de apoio para os treinos, pois – por meio das imagens captadas – entregam informações sobre as condições da ciclovia antes dos treinos e revelam detalhes sobre o desempenho das ciclistas ao final das práticas diárias.

“Para quem conheceu a ciclovia há alguns anos sabe o que ela representa hoje. Para nós, ciclistas, mulheres, um local seguro, de acesso fácil, com a estrutura que possui, torna-se nossa segunda casa”, finaliza.