Mobilidade urbana: como andar de bicicleta em São Paulo?

Como grandes capitais do mundo, São Paulo cria estruturas para que bicicletas sejam uma solução viável e ajudem a diminuir o trânsito

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Ciclofaixa Rio Pinheiros Bike
Imagem de Fabricio Macedo FGMsp por Pixabay

Um período no qual o transporte público apresenta problemas com horários e superlotação de passageiros, andar de bicicleta passou a ser sinônimo de saúde e mobilidade urbana, no último ano.

Em cidades que imensos congestionamentos acontecem diariamente, não surpreende o potencial de deslocamento de uma bicicleta. Andar de bicicleta pode ser tão rápido como andar de carro, e mais rápido do que usar o transporte coletivo.

Por outro lado, não somente a bike se mostrou um meio de transporte extremamente ágil e eficiente, mas também, foi a saída que muitas pessoas encontraram, para evitar entrar em ônibus lotados, quando precisavam sair de casa e manter um distanciamento social.

Esses fatores já seriam argumentos muito fortes a favor das bicicletas, mas não é preciso parar por aí, tem outros pontos importantes, com efeitos bem positivos:

  • Exercícios físicos que se transformam em saúde e qualidade de vida. Andar de bicicleta: reduz os níveis de colesterol, aumenta a função cardiorrespiratória, ajuda a perder peso, fortalece a musculatura, aumenta o condicionamento físico e diminui os níveis de estresse, entre muitos outros benefícios.
  • O consumo de combustível é zero, portanto, a emissão de carbono é zero. Sem poluir, a bike ajuda a manter o ar mais limpo, atenuando os efeitos nocivos do trânsito intenso, das áreas urbanas.
  • Menos congestionamentos, mais espaço para as pessoas. Bicicletas ocupam espaço menores, melhoram o fluxo do tráfego reduzindo os engarrafamentos e aliviam a sobrecarga no transporte público.
  • Bikes combinam perfeitamente com ambientes urbanos contemporâneos. Bicicletas são símbolos de mobilidade sustentável, cidades inteligentes, qualidade de vida.

A melhor experiência com uma bike, faz elas serem amplamente utilizadas para transporte, lazer e esporte.

A facilidade de se mover com agilidade de forma saudável. E o fato da bicicleta aparecer entre as recomendações da Organização Mundial da Saúde – OMS, como uma das melhores formas de se deslocar na pandemia, contribuiu para algo que há poucos anos seria impensável.

Por meses seguidos várias marcas de bicicletas, em várias cidades do mundo, simplesmente sumiram do mercado. Chegando mesmo a ter fila de espera, para conseguir alguns modelos.

Conforme dados da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, o crescimento das vendas no período entre 15 de junho e 15 de julho de 2020, chegou a 118%, em comparação ao mesmo período do ano anterior no país.

O que está sendo feito para promover o uso de bicicletas, e facilitar a mobilidade sustentável?

A cidade de São Paulo, como outras grandes capitais do mundo, vem se estruturando para tornar a bicicleta uma solução viável como meio de transporte, implementando o programa de bicicletas de São Paulo.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET SP, o objetivo desse programa é estimular o uso da bicicleta como meio de transporte ecológico, saudável, econômico e rápido.

Para uma convivência saudável, harmônica e segura, para quem já é ciclista ou pretende se juntar às milhares de pessoas que usam a bike regularmente, a Companhia de Engenharia de Tráfego compartilha uma cartilha com dicas e orientações.

Para incorporar as bikes à rotina diária e proporcionar melhor qualidade de vida para todos, o programa conta com a colaboração de autoridades, da população e de ciclistas.

A Companhia de Engenharia de Tráfego ressalta que andar de bicicleta na cidade exige atenção e cuidados, respeito aos pedestres e a outros meios de transporte. E convida a todos para pedalar por São Paulo.

Promover o ciclismo como alternativa de transporte, criar infraestrutura adequada para o uso de bicicletas, vai passar a fazer parte das prioridades no planejamento urbano das cidades nos próximos anos.

Onde ir – em uma cidade cada vez mais ciclável?

Andar de bicicleta não só facilita a interação entre as pessoas, mas é responsável por despertar e motivar um convívio maior e melhor, com a cidade.

Para tornar o trajeto seguro para ciclistas, a cidade de São Paulo possui 566,5 quilômetros de vias com tratamento cicloviário permanente, sendo 536,2 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas e 30,3 quilômetros de ciclorrotas. (Fonte: Companhia de Engenharia de Tráfego)

Entre essas muitas ciclovias, não dá para deixar de pedalar nesses locais:

  • Avenida Paulista: são 2,7 quilômetros de eixo principal e muitos quilômetros de conexões;
  • Avenida Brigadeiro Faria Lima: ciclovia com 17,9 quilômetros de extensão e conexões;
  • Parque do Ibirapuera: em 1,6 milhão m² com muito espaço para pedalar;
  • Parque Villa-Lobos: 732 mil m² de área verde com ciclovia;
  • Parque do Carmo: mais de 1,5 milhão m² e uma grande ciclovia;
  • Ciclovia Rio Pinheiros: uma extensa ciclovia com 21,5 quilômetros.

No Centro Cultural de São Paulo fica a sede da oficina Mão na Roda. Um espaço de colaboração, no qual os ciclistas podem chegar e usar os materiais e ferramentas disponíveis no local, para fazer reparos ou manutenção da própria bicicleta.

Como o objetivo da oficina é o trabalho voluntário, a pessoa pode contar com orientação gratuita, e até mesmo participar, auxiliando alguém que precise de ajuda.

A Mão na Roda, incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade, fomenta iniciativas cidadãs e para maior autonomia dos ciclistas, possibilita o aprendizado da manutenção básica de bicicletas.

Com a maior rede cicloviária do país e muitos locais com proposta “bike friendly”, a capital paulista é um convite irrecusável, para as pessoas pedalarem.

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