Coronavírus: Como diminuir risco de infecções ao usar ônibus?

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Coronavírus Ônibus Transporte
Foto: Danilo Ramos

A declaração de pandemia para o coronavírus impôs mais rigor nos hábitos dos paulistanos como no uso do transporte coletivo. Isso porque, apesar de medidas como a suspensão das aulas das escolas estaduais e municipais em São Paulo, a rotina de trabalho ainda não foi oficialmente afetada. Logo, o deslocamento até os locais de trabalho vai exigir atenção redobrada de quem toma ônibus.

Vale lembrar, porém, que mesmo sem quarentena, a recomendação dos especialistas é de sair de casa somente quando for necessário, de evitar aglomerações e locais fechados, principalmente se estiverem no grupo de risco (idosos e pacientes com doenças pré-existentes, como diabetes e doenças cardiovasculares).

As dicas abaixo foram feitas com base no guia do Ministério da Saúde sobre o coronavírus. Confira-as a seguir:

Lavar as mãos

Lavar as mãos
Imagem de ivabalk por Pixabay

Ao descer do transporte coletivo, seja ônibus, ou carona compartilhada, o passageiro precisa higienizar as mãos, lavando-as com água e sabão, esfregando-as gentilmente até a altura do pulso por cerca de 20 segundos, ou com uso de álcool em gel, que tem capacidade de matar micro-organismos. É bom providenciar um frasquinho da substância e mantê-la sempre consigo.

Limpe fones de ouvido e telefones celulares

Além de higienizar as mãos, telefones celulares e fones de ouvido, assim como os demais objetos manuseados dentro dos ônibus, devem ser limpos, já que o espirro de alguém infectado pode conter vírus, que vão cair exatamente sobre esses objetos. A limpeza pode ser feita com água sanitária, álcool 70% (em gel ou líquido) e desinfetantes em geral.

Evite tocar no rosto

A maioria das infecções virais ocorrem por conta do contato das mãos sujas nas regiões de mucosas, como boca, nariz e olhos. Assim, os toques devem ocorrer apenas com as mãos limpas. Aquela coceira no nariz pode esperar os 20 segundos de higienização da mão para ser eliminada?

Vai tossir ou espirrar? Cubra o rosto

A recomendação do Ministério da Saúde é que pacientes com sintomas gripais – seja coronavírus ou gripe e resfriados – evitem sair de casa. Mas, caso isso não seja possível, essas pessoas podem utilizar lenços descartáveis ou proteger o rosto na região do cotovelo ao espirrar ou tossir, ações que ajudam a conter a propagação das gotículas de saliva.

Afinal, quem deve usar as máscaras?

Uso de máscara
Imagem de Juraj Varga por Pixabay

Você já deve ter lido que as máscaras estão em falta até em hospitais. Elas podem ajudar a impedir a infecção, mas são muito mais eficientes em impedir a transmissão. Ou seja: melhor do que estocá-las é priorizar que pessoas infectadas utilizem-nas.

Se você está resfriado ou até mesmo com o coronavírus, o uso pode contribuir para que você não espalhe o vírus no ambiente. Afinal, do que adianta usar a máscara se alguém infectado poderá, num simples espirro, espalhar os vírus em todas as superfícies do ônibus, até mesmo nas suas roupas?

Evite contato

Evitar contato em um ônibus lotado é basicamente impossível. Por isso, pacientes com sintomas gripais devem usar o bom senso e, talvez, esperar um veículo menos lotado. É muito difícil equacionar isso na nossa realidade, mas vale à pena conversar com o chefe, por exemplo, para ver a possibilidade de trabalhar em regime de teletrabalho (home office).

Além disso, cumprimentar pessoas com apertos de mão, beijos e abraços também deve ser suspensos. Tente algumas formas alternativas, como um toque de pés ou de cotovelos.

Abra as janelas e alçapões

Quanto menos o ar ficar restrito ao ambiente, menos concentração de micro-organismos ele terá. Por isso, é importante que janelas e alçapões do veículo estejam abertos, a fim de garantir a circulação do vento no ônibus e, assim, evitar o coronavírus.

Nada de comer

Os micro-organismos como o coronavírus ou a influenza, que eventualmente estiverem suspensos no ar, podem cair bem no seu salgado ou sanduíche enquanto você se alimenta dentro do ônibus. Por isso, é melhor matar a fome em outro local.

Prevenção ao coronavírus

A prevenção ao coronavírus é simples, e serve também para a maioria dos vírus que são transmissíveis por gotículas de saliva e por contato, como a influenza. O primeiro passo é higienizar as mãos regularmente com água e sabão.

Não é preciso fazer força. Basta esfregar gentilmente as mãos com sabonete ou sabão. Não esqueça a região entre os dedos e unhas, até a altura do pulso, por cerca de 20 segundos. Depois, seque bem com papel descartável. Se não houver água e sabonete, você pode usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.

Também é recomendado higienizar as mãos com álcool em gel após tocar em superfícies compartilhadas, como corrimãos, maçanetas, barra de ônibus, dentre outros.

Outro hábito a ser incorporado na rotina é evitar, com as mãos sujas, toques no rosto e em áreas de mucosa, como olhos, nariz e boca. Ao espirrar e tossir, deve-se usar a parte interna do cotovelo para evitar a dispersão de micro-organismos no ambiente, e limpar o rosto com um lenço descartável, que deve ser colocado imediatamente no lixo.

As máscaras são indicadas a qualquer pessoa que manifeste sintomas gripais, como tosse, espirros e coriza, independente de ser ou não coronavírus, pois os itens ajudam a evitar a dispersão de gotículas de saliva. Porém, elas não têm eficácia de evitar a infecção.

Para prevenir infecções desse tipo, deve-se evitar aglomerações, espaços fechados e contato físico com pessoas com sintomas gripais. Também é recomendado não compartilhar objetos como canudos, talheres, bombas de tereré e chimarrão, piteiras e narguilés.

Por fim, a limpeza de ambientes e superfícies pode ser feita com facilidade usando-se produtos comuns de limpeza, como álcool 70%, água sanitária e desinfetantes em geral.

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