Metroviários ameaçam paralisar as atividades na terça-feira, dia 7

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Greve dos metroviários
Foto: Divulgação

O Sindicato dos Metroviários aprovou na última segunda-feira, dia 29 de abril, um indicativo de paralisação das atividades que poderá ser realizada na terça-feira, dia 7 de maio. Caso aconteça a paralisação, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata serão afetadas. As únicas linhas que não acontecerão paralisações serão as 4-Amarela e 5-Lilás, pois são administradas pelas concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, respectivamente.

Os metroviários estão em campanha salarial desde o começo do ano e na semana retrasada a categoria informou em comunicado que “após quatro reuniões de negociações entre o Sindicato dos Metroviários e o Metrô, os trabalhadores avaliaram que as propostas apresentadas não atendem as necessidades da categoria frente às demandas de trabalho. A empresa propôs apenas a reposição de inflação pelo índice IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor-Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) nos salários e no vale alimentação e vale refeição, sem aumento real.”

“O Metrô mantém as medidas que atacam o Plano de Saúde, com cortes drásticos de verbas destinados ao plano, não apresentou nenhuma proposta ao plano dos aposentados, não quis negociar os critérios da Participação dos Resultados e negou a reivindicação de equiparação salarial”, complementa o comunicado.

O indicativo de paralisação na terça-feira, dia 7 de maio, foi aprovado em assembleia realizada na segunda-feira, dia 29 de abril, na sede do Sindicato dos Metroviários.

Em audiência de conciliação realizada no Tribunal do Trabalho da 2ª Região na segunda-feira, dia 29 de abril, foi determinado o cancelamento de qualquer punição aos metroviários que utilizam coletes e adesivos. Caso o Metrô não cumpra a decisão haverá multa diária de R$ 20 mil para cada funcionário punido. O tribunal questionou ainda as medidas que atacam o Plano de Saúde dos metroviários e garante a manutenção do Acordo Coletivo até o fim das negociações.

“Os trabalhadores decidiram um plano de lutas que inclui a continuidade do uso de coletes pelos trabalhadores da estação, tráfego e segurança e adesivos na administração e manutenção, realização de café com o usuário, dialogando sobre os ataques da reforma da Previdência e desafio ao governo estadual para que realize a abertura de catracas à população no dia 7 de maio”, informa o Sindicato dos Metroviários em comunicado.

Uma nova assembleia será realizada na sede do Sindicato dos Metroviáriosa partir das 18h30 desta segunda-feira, dia 6 de maio, para definir se haverá paralisação das atividades a partir da meia-noite de terça-feira, dia 7 de maio.

Greve do Metrô

Em dias de paralisações dos metroviários, o Metrô costuma acionar um plano de contingência, onde funcionários de outras áreas da Companhia passam a operar os trens. No entanto, como o quadro de funcionários não é o suficiente para manter todas as linhas funcionando em toda extensão, as linhas operam parcialmente.

Nesta segunda-feira, dia 6 de maio, o Mobilidade Sampa estará acompanhando a assembleia e caso a paralisação seja confirmada pela categoria informaremos assim que sair a decisão.

Mobilidade Sampa

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