Motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo podem paralisar as atividades no dia 15 de março

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Ônibus municipais atendimento
Foto: Divulgação

O (Sindmotoristas) Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo realizaram uma assembleia na tarde da quinta-feira (9) e foi definido que a categoria pode paralisar as atividades na próxima quarta-feira (15), entre 0h e 8h.

A data foi estipulada por movimentos sociais e centrais sindicais como o Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista, ambas estipuladas pelo Governo Federal.

O presidente da entidade, Valdevan de Jesus Santos, reiterou que “no próximo dia 15 de março da zero hora até às 8 da manhã o transporte público da cidade de São Paulo estará 100% parado”. “Este ato é um protesto da categoria contra essas reformas que o governo quer empurrar goela abaixo do trabalhador. Estão querendo massacrar a classe trabalhadora”, completa.

Na próxima segunda-feira (13) haverá uma reunião no sindicato com a participação de várias centrais e entidades sindicais que finalizará as ações para o Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações.

Além da paralisação está prevista uma grande passeata da categoria. A passeata sairá da sede do sindicato na Rua Pirapitingui, no bairro da Liberdade em direção à Avenida Paulista, com início previsto para às 15 horas, na quarta-feira (15).

Outras reivindicações

Os representantes dos condutores ressaltaram durante a assembleia que haverá uma constante discussão pela manutenção dos postos de trabalho dos cobradores. O Secretário do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) falou da reunião que teve com o prefeito João Doria que não soube explicar como promoverá 19 mil cobradores a motoristas se aumentar a frota de ônibus em circulação.

Foram vários discursos dos dirigentes reforçando a participação dos condutores no movimento do dia 15 de março e em outras atividades por nenhum direito a menos.

O presidente Valdevan de Jesus Santos apresentou todos os integrantes de todas as regiões que vão compor a Comissão de Negociação Salarial.

Também, destacou os principais pontos da pauta de reivindicações que poderá sofrer acréscimo, após realização das assembleias regionais.

A princípio o documento tem 80 itens para serem negociados, entre os quais: reajuste salarial contemplando o índice da inflação do período mais aumento real de 5%; PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 2.000,00; equiparação do salário dos manobristas ao dos motoristas; adicional de pelo 15% a mais no salário dos motoristas dos carros articulados e bi-articulados; vale refeição de R$ 25,00, inclusive no gozo das férias, entre outros.

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