Linha 7-Rubi: Trens, acessibilidade, superlotação e obras

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ESTAÇÃO CAIEIRAS DA LINHA 7-RUBI (IMAGEM ILUSTRATIVA)
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Linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a mais longa de toda a rede metroferroviária de São Paulo, já foi considerada como um dos marcos iniciais do desenvolvimento da cidade de São Paulo. Construída pela extinta São Paulo Railway, posteriormente, Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, foi inaugurada em 16 de fevereiro de 1867 e possui 61 km de extensão. Porém, atualmente a linha ganha o título de: campeã de falhas.

Ainda rodando com trens velhos e sucateados, a falta de acessibilidade, superlotação e extensas obras na rede expõem a fragilidade de uma completa modernização prometida há muitas gestões públicas, mas bem distante da realidade para usuários e moradores.

Com o trecho definido entre as estações Luz – Francisco Morato – Jundiaí, a linha passa pela capital paulista e região metropolitana com estações nos bairros Barra Funda, Água Branca, Lapa, Piqueri, Pirituba, Vila Clarice, Jaraguá, Vila Aurora e Perus, atendendo também as cidades de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Jundiaí.

No ano passado, a linha apresentou, até outubro de 2015, 10% a mais de falhas do que em todo o ano de 2014.

Empurra-empurra

Foto: Reprodução/Twitter/@Linha7_CPTM

Em horários de maior fluxo, das 6h às 8h e das 17h às 19h, outro problema aparece cada vez mais forte: a superlotação. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça condenou a CPTM a pagar indenização de R$ 16,5 mil, por danos morais, a um advogado que viajou em um trem superlotado. A superlotação no transporte por trilhos é alvo de queixas frequentes de usuários.

Shopping trem

Ainda, um desafio para o transporte público é o combate ao comércio ambulante proibido nos vagões, além da vandalização, mesmo que as 92 estações do sistema ferroviário sejam monitoradas por meio de três mil câmeras ligadas à Central de Segurança da Companhia.

Falta de acesso

Vão entre o trem e a plataforma na estação Vila Clarice, em 2014. Cenário continua o mesmo. Foto: Eugênio Pacceli/Folha Noroeste

Em reportagem realizada pelo jornal Folha Noroeste (edição de Julho/2014), havia-se constatado os problema de acessibilidade na linha, principalmente, em trecho da Estação Vila Clarice, caracterizada por um imenso vão entre o trem e a plataforma. Após esse período, o espaço continua no local e, segundo a CPTM, a questão do vão, no entanto, “será resolvida quando a estação for reconstruída em novo local, deslocada à leste, de forma a eliminar a plataforma atual que foi construída em curva”, uma resposta semelhante a que foi dada na época.

Das 18 estações da linha, apenas duas possui acessibilidade para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida: a estação mais nova construída Vila Aurora e a reformada Franco da Rocha, com até escadas rolantes para facilitar o fluxo e o acesso dos passageiros. A CPTM, diz que, no caso das estações da Linha 7-Rubi, aguarda a liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento para melhoria no transporte público do governo federal, para realizar a modernização das estações.

Ainda, assim, a companhia destaca que oito estações estão em fase de contratação de projeto executivo para acessibilidade: Piqueri, Pirituba, Vila Clarice, Caieiras, Baltazar Fidélis, Botujuru, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. As obras de uma nova estação Água Branca, que ligará com a Linha 6-Laranja do Metrô, têm prazo de conclusão no início do segundo semestre/2017. Os prazos de licitação para contratação de obras, início de construção e outros detalhes serão definidos após a conclusão dos projetos. A tão esperada integração da estação de Pirituba com o terminal de ônibus, na Avenida Felipe Pinel, nem está cogitada.

Trem com tecnologia

Uma nova composição (série 8500) equipada com alta tecnologia já está rodando na Linha 7. O modelo tem vagão contínuo (passagem livre entre os carros) e faz parte do lote de nova frota de trens com monitoramento com câmeras na parte externa e interna. Monitores digitais internos com informações e interação das principais notícias sobre prestação de serviços, além de reconhecimento eletrônico automático do maquinista por meio de biometria, fazem parte da novidade.

A previsão é que mais duas composições entrem em operação nesta linha até o fim deste mês. Serão, ao todo, 19 que atenderão a Linha 7-Rubi, com entrega prevista até 2018. Um refresco perante a atual situação da linha que, ainda, comporta trens da década de 50 e tenta colocar o pé no século 21.

* Com informações do jornal Folha Noroeste

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