Pesquisadores apostam que futuro do trânsito não terá semáforos

Cenário estudado por cientistas do MIT, nos EUA, e do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, é composto por veículos autônomos capazes de manter uma distância segura entre si enquanto passam por cruzamentos

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Foto: João Filho

Um novo estudo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, nos Estados Unidos, e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique, aponta para um futuro em que veículos “conectados” dispensarão a existência dos semáforos.

No estudo Revisiting street intersections using slot-based systems, os pesquisadores examinaram um cenário em que veículos autônomos com sensores são capazes de manter uma distância segura entre si enquanto passam por cruzamentos. Ao retirar o intervalo dos semáforos da equação do trânsito, os pesquisadores acreditam que o tráfego fluirá bem mais rápido, até o dobro do que atualmente.

“A maior capacidade do sistema não vem do fato de os veículos estarem se movendo mais rápido. Mas da criação de um fluxo mais consistente e com uma velocidade média com a qual os automóveis podem continuar se movendo”, explicou o co-autor do estudo, Paolo Santi, do Senseable City Lab do Departamento de Estudos e Planejamento Urbano do MIT, ao site especializado Traffic Technology Today.

“Você quer que o carro passe no cruzamento dentro do menor espaço de tempo possível. Se você precisar diminuir a velocidade dos veículos porque há muito tráfego [por exemplo], você poderá fazer isso quando eles ainda estão na via/estrada, para que eles se aproximem do cruzamento de maneira lenta, mas usem uma velocidade maior para ultrapassar a intersecção. É como construir as fases de um semáforo de maneira dinâmica”, complementou Santi.

Carlo Ratti, outro autor do estudo, também do City Lab, acrescentou: “Parte do nosso trabalho é estudar essa propagação [da mudança no cruzamento para toda a cidade]. Porque o cruzamento é o ponto crucial [do trânsito urbano], e tem um efeito que beneficia o sistema inteiro.”

O estudo foi publicado em março no site da rede aberta de pesquisas Plos One. Veja o vídeo dos pesquisadores (em inglês):

Fonte: Gazeta do Povo

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