Fernando Haddad diz que pode multar empresas de ônibus

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR
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Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que se for constatado desrespeito aos passageiros por causa da paralisação dos motoristas e cobradores que fechou os 29 terminais da cidade, pode multar as empresas de ônibus.

Ele negou que a Prefeitura de São Paulo atrasa repasses às empresas.

Fernando Haddad também afirmou que a Prefeitura de São Paulo pode entrar na Justiça exigindo frota mínima, caso nesta quinta haja nova paralisação.

O secretário municipal de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, confirmou que todos os 29 terminais de ônibus municipais foram paralisados às 10h. De acordo com ele, 1,5 milhão de pessoas foram afetadas por causa do horário. Por dia, o sistema atende 6,2 milhões.

Jilmar Tatto negou que a Prefeitura de São Paulo esteja atrasando sistematicamente os repasses às empresas, referentes às gratuidades.

O secretário afirmou que o problema é entre trabalhadores e empresas, mas que a Prefeitura de São Paulo tem atuado nas negociações. Ele pediu “bom senso”.

“Relação privada e, infelizmente, a população tem pagado pelo impasse”.

Jilmar Tatto reclamou também da postura do Tribunal de Contas do Município que ainda não liberou a licitação dos transportes, que poderia fazer com que a situação financeira do sistema melhorasse.

Desde 2013, as empresas operam com aditivos ou contratos emergenciais.

Nesta quinta-feira, se não houver acordo com as empresas de ônibus, a paralisação deve ocorrer entre as 14h e 16h.

Os motoristas e cobradores de ônibus reivindicam aumento salarial real de 5% mais a recomposição da inflação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 2 mil, plano de saúde gratuito, manutenção dos postos dos cobradores e vale-refeição diário de R$ 25.

O SPUrbanuss, sindicato das empresas, ofereceu reajuste de 2,31% nos salários e no vale-refeição.

As companhias de ônibus afirmam que têm sido constantes os atrasos pela Prefeitura de São Paulo dos repasses em relação às gratuidades, o que tem prejudicado a condição das companhias negociar com os trabalhadores.

A Prefeitura de São Paulo nega atrasos constantes.

A Prefeitura de São Paulo propôs para que seja concedido o aumento da remuneração das empresas, a realização dos repasses de 15 em 15 dias e não mais de cinco em cinco dias, como é feito atualmente.

Pelos contratos, que hoje são regidos por renovações emergenciais ou aditivos pelo fato de a licitação dos transportes ainda não ter sido realizada, a remuneração às empresas de ônibus tem índices de reajuste que variam de acordo com a área operacional atendida.

Na média, no ano passado, esse reajuste da planilha foi de 6,8%.

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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