Geraldo Alckmin retira sigilo de dados do Metrô de São Paulo

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Foto: Moacyr Lopes Junior

O governo Geraldo Alckmin decidiu tornar públicos 263 conjuntos de documentos do transporte metropolitano (trens do Metrô e da CPTM e os ônibus intermunicipais) que antes eram mantidos sob sigilo de até 25 anos pela administração.

De um total de 303, 40 categorias de informação continuarão em segredo, mas por período menor – cinco anos.

A medida ocorre após o jornal Folha de São Paulo revelar, em outubro de 2015, que centenas de documentos haviam sido classificados como ultrassecretos pelo governo.

Com o veto, os paulistas só iriam poder saber os motivos exatos de atrasos em obras de linhas e estações, por exemplo, 25 anos após a elaboração dos relatórios oficiais.

Após a publicação da reportagem da Folha de São Paulo, o governo voltou atrás e determinou que a classificação dos dados estaduais fosse revista pela Ceai (Comissão Estadual de Acesso à Informação) em 60 dias.

Com atraso, após análise da comissão, as primeiras tabelas com os documentos ainda mantidos sob sigilo serão publicadas nos próximos dias no “Diário Oficial“.

Nenhum dado da área de transportes continuará com o carimbo de ultrassecreto (25 anos de sigilo) ou secreto (10 anos), prazos previstos na Lei de Acesso à Informação.

“Não será objeto de sigilo nenhum documento administrativo, nada que envolva administração, contratos, contas”, afirma o presidente da Ceai, Izaias Santana.

SEGURANÇA

As informações que permanecerão ocultas seguirão basicamente dois critérios: questões de segurança e relativos a dados pessoais.

Entre os documentos que permanecerão ocultos por questões de segurança estão dados sobre o sistema de frenagem dos trens, esquema elétrico, procedimentos de testes, manual de operação, entre outros.

A lista que foi revogada vetava acesso a dados como estudos de viabilidade, relatórios de acompanhamento de obras, projetos e até vídeos do programa “Arte no Metrô” – que expõe obras de arte.

Na ocasião, o governo alegou que o objetivo era evitar que pessoas “mal-intencionadas” tivessem acesso a informações sensíveis.

* Com informações do jornal Folha de São Paulo

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