Com preço congelado, Bilhete Único Mensal é mais econômico

Quem usa o cartão, que continuará custando R$ 140, para ir e voltar ao trabalho vai poupar R$ 27,20 por mês, ou R$ 326,40 ao ano

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Com preço congelado, o Bilhete Único Mensal passa a ser ainda mais econômico a partir de 9 de janeiro, quando entra em vigor o reajuste de 8,57% sobre as tarifas de ônibus, metrô e trens na cidade de São Paulo, que subirão de R$ 3,50 para R$ 3,80. Quem usa o bilhete mensal simples (válido só para ônibus ou só para o transporte sobre trilhos), por exemplo, que custa R$ 140, durante os 22 dias úteis do mês, para ir e voltar ao trabalho, somando 44 viagens, vai poupar R$ 27,20 por mês, ou R$ 326,40 ao ano.

Além da economia nas viagens de ida e volta ao trabalho, o usuário se beneficia com uso do bilhete mensal aos finais de semana e para atividades de lazer. Esse ganho é obtido porque o bilhete permite ao cidadão utilizar o transporte quantas vezes quiser, pagando um valor fixo por mês.

Com validade de 30 dias, o usuário poderá escolher uma das três opções do bilhete: só ônibus, só transporte sobre trilhos ou integração. No caso da integração, o valor mensal para recarga é de R$ 230. Nos demais, R$ 140. Estudantes pagam R$ 70 para as opções só ônibus ou só trilhos e R$ 140 para o cartão que contempla as demais modalidades de transporte.

Com essa vantagem para os passageiros, os Bilhetes Únicos Temporais (Mensal, Semanal e 24 Horas) vêm registrando crescimento gradual desde seu lançamento em novembro de 2013. Atualmente, as três modalidades são utilizadas por 104 mil pessoas em São Paulo.

O passageiro que quiser utilizar o Bilhete Único Mensal deverá seguir os seguintes passos: fazer um cadastro no Novo Bilhete Único no site da SPTrans, enviando os dados pessoais e uma foto digitalizada, e indicar um posto de sua escolha para retirada do cartão. Cada usuário deverá ter RG, CPF (obrigatório para maior de 16 anos) e senha, para poder acessar o sistema de cadastramento e facilitar a comunicação com a SPTrans.

O cartão é enviado gratuitamente ao usuário, que deverá retirá-lo no posto escolhido e poderá os créditos serem mensal, semanal, diário ou, se preferir, o crédito comum. O novo cartão dá direito ainda à utilização das modalidades Vale Transporte e Escolar.

A manutenção e ampliação do Bilhete Mensal são importantes para a política de mobilidade e, assim, a Prefeitura definiu não reajustar o valor da tarifa nessa modalidade em 2015 e 2016, com o objetivo de incluir mais pessoas e aumentar a atratividade econômica dos cartões.

A Prefeitura de São Paulo também mantém a tarifa zero para idosos com mais de 60 anos. Cerca de 155 mil usuários dentro dessa categoria têm direito ao passe livre. Em dezembro de 2013, a gratuidade, que valia para mulheres acima de 60 anos e homem acima de 65 anos, foi ampliada para todas as pessoas com mais de 60 anos.

Além disso, desde o ano passado, o passe livre se estendeu para alunos de escolas e universidades que comprovarem baixa renda. Atualmente, 536 mil alunos de escolas públicas municipais, estaduais, federais e bolsistas aderiram à medida e não pagam pelo ônibus.

O trabalhador desempregado, usuário do transporte por ônibus no município, também passará a contar em breve com a gratuidade, em moldes similares aos praticados no transporte sobre trilhos. A previsão da Prefeitura é que 10 mil pessoas nessas condições sejam beneficiadas.

Durante a gestão do prefeito Fernando Haddad, além do reajuste da passagem de ônibus ser menor do que a inflação, 805 mil pessoas foram atendidas com descontos e isenções tarifárias.

Reajuste menor

A inflação acumulada desde o último reajuste, em 6 de janeiro de 2015, foi de 10,49%, segundo o IPC-Fipe. No entanto, as Secretarias Municipal de Transportes e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos decidiram, em conjunto, fixar aumento abaixo desse índice.

O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92.

No início da atual gestão, em 2013, a tarifa de ônibus era de R$ 3,00, valor foi decretado em janeiro de 2011. Desde então, a inflação subiu 40,13%. Entretanto, o reajuste acumulado da tarifa nos últimos três anos é de 26,67%.

Custo do ônibus em São Paulo

Mesmo com o reajuste da tarifa a partir do próximo dia 9, o valor ficará abaixo do custo real dos serviços. A Prefeitura subsidia diretamente o sistema de ônibus, destinando quase R$ 1,9 bilhão por ano para essa finalidade.

Atualmente, há 13.883 veículos em operação na capital, que recebem diariamente 9,6 milhões de embarques. O setor gera um custo mensal de R$ 645,9 milhões. Desse montante, R$ 590 milhões são gastos operacionais e R$ 55,9 milhões são destinados para infraestrutura.

Dos custos com esse serviço, 56% são pagos pelos usuários, 31% pelo município, 11% pelo empregador e 2% vêm de outras fontes.

Novos valores das tarifas

Ônibus ou Trilhos

24 horas R$ 10,00
Semanal R$ 38,00
Mensal R$ 140,00

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